No mês de agosto, os bancários de todo o país estarão reunidos para realizar a Conferência Nacional da categoria. Em reunião, o Comando Nacional dos Bancários indicou que a proposta é que o encontro ocorra entre os dias 4 e 6, em São Paulo. Com isso, as conferências estaduais e/ou regionais devem ser realizadas em junho e julho, no mesmo período em que haverá a Consulta Nacional à categoria sobre as prioridades para o movimento.
O presidente do Sindicato dos Bancários de Pernambuco, Fabiano Moura, participou da reunião do Comando Nacional, na última quarta-feira (3/5), que indicou a manutenção das mesas permanentes de negociação com os bancos sobre Igualdade de Oportunidades, Saúde e Segurança Bancária. O Comando também deliberou que as comissões de trabalhadores específicas de cada banco devem definir suas agendas de negociações permanentes e definir seus calendários de luta.
“Este ano, temos duas tarefas estratégicas: fortalecer a luta geral da classe trabalhadora e avançar nas nossas negociações permanentes. Nos bancos públicos e nos privados, fazer com que essas negociações avancem é fundamental para que possamos chegar organizados e preparados em 2024, para conquistarmos avanços na nossa Convenção Coletiva de Trabalho. Para que isso possa acontecer, o comando nacional tirou uma importante agenda que exige de todos e todas participação, comprometimento e muito debate. O resultado das conferências regionais e nacional vai depender do aprofundamento desses debates nas bases”, afirma Fabiano Moura.
Na avaliação do dirigente, os desafios não são poucos para os trabalhadores do Ramo Financeiro. A realidade é muito cruel no setor privado, com fechamento de agências, metas abusivas intensificadas a cada dia, assédio moral e sexual, demissões e adoecimento da categoria. No setor público, embora a mudança de governo tenha provocado a superação da agenda privatista, na prática ainda é preciso que esses bancos atuem de fato como instituições públicas, impulsionando a economia, sendo agentes de desenvolvimento, sem ceder a visão rentista do mercado privado.
“Na ponta, onde o trabalho acontece, a pressão por metas inatingíveis continua açoitando a vida de todos e todas. A prática de assédio moral e sexual está longe de ser uma coisa do passado e a ideia de mercado continua consumindo a vida daqueles que fazem essas instituições públicas”, critica Fabiano.
Na ocasião, o comando também debateu o calendário de mobilização da Central Única dos Trabalhadores (CUT), que este ano terá os seus congressos estaduais e o congresso nacional. “Neste ano, celebramos 40 anos de existência, resistência, conquistas e muita luta da CUT. Com certeza, será um momento histórico para a classe trabalhadora. Teremos a oportunidade, após a vitória sobre o fascismo, de reconstruir o que foi destruído nos últimos seis anos dos desgovernos Michel Temer e Bolsonaro. Os desafios não são poucos, mas é possível escolher algumas prioridades, como envolver a sociedade na luta para baixar a taxa de juros, a fim de criar as condições necessárias para a retomada do crescimento da economia, com geração de emprego e renda e os investimentos necessários nas áreas produtivas”, destaca Fabiano.
Além da política de juros do Banco Central, o Comando Nacional dos Bancários definiu a luta pela regulamentação das redes sociais e democratização dos meios de comunicação; pela reforma sindical; pela regularização do trabalho realizado por trabalhadores de aplicativos, como entregadores, motoristas e outros; e por uma reforma tributária justa, com aumento da faixa de isenção de Imposto de Renda de Pessoa Física, assim como da faixa de isenção da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). “Esses são apenas alguns dos inúmeros desafios que teremos pela frente e que envolve nossa categoria e o conjunto da classe trabalhadora”, conclui Fabiano Moura.