
A Caixa pode até tentar ignorar, mas já não consegue esconder a força das mobilizações que estão acontecendo pelo país. Em Pernambuco, centenas de empregados e empregadas ocuparam as ruas do Recife nesta quarta-feira (16), em mais uma demonstração de resistência e indignação contra a postura da direção do banco. A Caminhada da Resistência reuniu centenas de trabalhadores e trabalhadoras, que saíram da Agência Marrocos e seguiram até o Marco Zero, levando às ruas a defesa do Saúde Caixa, dos direitos e das conquistas da categoria.
Vestidos de preto, com faixas, cartazes e palavras de ordem, os empregados e empregadas transformaram o centro do Recife em um grande ato de protesto. A mensagem foi direta: quanto maior a pressão da Caixa, maior será a resistência dos seus empregados.
A atividade desta quarta-feira mostra também que a greve continua com 100% de adesão em todo estado de Pernambuco. Desde o início do movimento, os trabalhadores vêm ampliando a mobilização e ocupando espaços públicos para denunciar a postura da direção da Caixa nas negociações. A categoria rejeitou a proposta apresentada pelo banco e decidiu pela continuidade da greve, diante da falta de avanços nas reivindicações.

Entre os principais pontos de enfrentamento está o Saúde Caixa, que se tornou um dos símbolos da resistência da categoria. Os trabalhadores não aceitam mudanças que aumentem o peso financeiro sobre empregados e dependentes, nem admitem retrocessos em conquistas construídas ao longo de anos de negociação e mobilização.
No Marco Zero, a mobilização ganhou um significado ainda mais simbólico. Os empregados e empregadas participaram de uma grande ciranda em torno de uma imagem que representava os direitos e as conquistas que precisam ser defendidos pela categoria e, acima de tudo, respeitados pela Caixa. De mãos dadas, trabalhadores e trabalhadoras formaram um grande círculo de proteção, simbolizando a união da categoria em defesa do que foi construído ao longo de anos de luta.
Para o presidente do Sindicato dos Bancários de Pernambuco, Fabiano Moura, a dimensão da mobilização deixa claro que a Caixa precisa mudar sua postura.
“A Caixa está vendo nas ruas a resposta dos seus empregados. Quanto mais o banco ameaça, mais a categoria se une. Quanto mais tenta pressionar, mais cresce a nossa resistência. Não vamos abrir mão do Saúde Caixa e de nenhum direito conquistado com muita luta”, afirma Fabiano Moura.

A mesa de negociação foi retomada nesta quarta-feira (16), e a categoria aguarda o retorno da Caixa com avanços concretos. Para os trabalhadores, não basta reabrir o diálogo: é preciso que o banco apresente respostas capazes de destravar as negociações e atender às reivindicações apresentadas pelo movimento sindical.
Nesta quinta-feira (17), a partir das 9h, empregados e empregadas da Caixa estarão novamente mobilizados em frente ao prédio Sede da Caixa, em Santo Amaro, no Recife, dando continuidade ao movimento e aguardando o retorno da mesa de negociação.