Representantes da CUT e demais centrais sindicais
reconhecidas pelo Ministério do Trabalho e Emprego reúnem-se, nesta
quinta-feira (5), com o ministro Gilberto Carvalho, da
Secretaria-Geral da Presidência da República. Em pauta, estão as
reivindicações entregues pelas centrais ao governo em abril, o que
inclui questões como a tentativa dos sindicalistas de retomar a
discussão sobre o fim do fator previdenciário e a redução da
jornada de trabalho. A reunião ocorre às 10h, em Brasília.
Em
abril, em reunião das centrais com Dilma Rousseff, logo depois da
votação do projeto de lei que implantou a política do salário
mínimo, a presidenta comprometeu-se a realizar mesas de negociações
permanentes entre membros do governo e sindicalistas para analisar as
reivindicações e buscar soluções conjuntas.
Segundo o
presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique,
entre outros itens, a pauta inclui ainda temas como o combate a
terceirização e o fim do imposto sindical. O sindicalista lembra
que as demandas apresentadas em abril incluem desenvolvimento com
valorização do trabalho e mudanças na política econômica e na
estrutura tributária.
Para o deputado federal Paulo Pereira
da Silva (PDT-SP), o Paulinho, presidente da Força Sindical, o
principal ponto é retomar o fim do fator previdenciário.
“Precisamos acabar com o fator previdenciário que tanto
prejudica quem vai se aposentar. É importante encontrarmos
alternativa para este nefasto mecanismo que achata o valor das
aposentadorias”, defende .
Um acordo firmado no início
de 2010 entre centrais e o governo de Luiz Inácio Lula da Silva
previa a substituição do fator pelo chamado 85/95. Na prática,
teriam direito à aposentadoria integral os trabalhadores que,
somados o tempo de contribuição e a idade do segurado, alcancem 85
anos para as mulheres e 95 anos para os homens. Em maio do ano
passado, o Congresso aprovou o fim do fator, mas a medida foi vetada
por Lula em junho.
Atualmente, o fator é um cálculo usado
para desestimular o trabalhador a solicitar a aposentadoria tão logo
alcance a idade mínima para ter acesso ao direito. Com isso, mais
trabalhadores se dispõem a contribuir por mais tempo, o que melhora
as contas da Previdência Social. Um redutor é aplicado à média
salarial, levando em conta o tempo de contribuição, a idade e a
expectativa de vida da população. Quanto mais novo o trabalhador
requisitar a aposentadoria somada a uma expectativa de vida alta da
população, o valor do benefício será menor.
Além de CUT e
de Força, participam da reunião a Central dos Trabalhadores e
Trabalhadoras do Brasil (CTB), a Central Geral dos Trabalhadores do
Brasil (CGTB), a Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST) e a
União Geral dos Trabalhadores (UGT).