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Sindicato e a Contraf-CUT retomam nesta sexta-feira, dia 8, as
negociações com a Fenaban da mesa temática de Igualdade de
Oportunidades, interrompida há exatamente um ano. A reunião será
às 15h, em São Paulo. Durante o encontro, os representantes dos
bancários vão cobrar soluções imediatas para as reivindicações
apresentadas.
“Queremos que os bancos atendam pelos menos
os quatro pontos que as empresas já haviam sinalizado de forma
positiva”, explica o diretror do Sindicato, Alan Patrício. São eles: programa de sensibilização para os gestores
sobre a importância da ampliação da licença maternidade de 180
dias; inclusão do item orientação sexual para a próxima edição
da pesquisa do Mapa da Diversidade; inclusão na grade de treinamento
de líderes e funcionários de um módulo sobre a visão do movimento
sindical no tema de igualdade de oportunidades; e adoção dos meios
públicos de acesso às vagas como fonte privilegiada de
recrutamento.
Em relação ao quarto ponto, a Febraban
anunciou, no final de maio, a implantação da ferramenta de
recrutamento online de trabalhadores, disponível em seu site. A
medida foi divulgada pela imprensa de maneira unilateral, ignorando
que o instrumento era uma das nove propostas apresentadas pelas
entidades sindicais nos debates da mesa temática, como forma de
democratizar o acesso aos bancos e evitar qualquer tipo de
discriminação nas contratações.
A medida foi anunciada
logo após o Dia Nacional de Luta dos Bancários pela Igualdade de
Oportunidades, realizado em 13 de maio (leia mais aqui). O objetivo
da mobilização e das negociações é abolir a discriminação e
promover a inclusão, com mais contratações de negros e negras nos
bancos.
Para os demais pontos, os bancos solicitaram mais
discussão sobre cada item. Confira as reivindicações:
–
elaboração de um Plano de Cargos Carreira e Salário com critérios
objetivos e transparentes como indicador de evolução de carreira;
–
democratização do acesso às promoções através de editais ou
informativos internos;
– garantia do retorno sem prejuízo para as
gestoras em licença maternidade, assim como para outros cargos e
funções;
– ampliação da Licença Paternidade para 6 meses
(biológico e adotivo) com base no princípio das relações
compartilhadas;
– que o nível superior não seja critério para
contratação.