O Santander Brasil estima que vai responder por, aproximadamente, 30%
dos resultados do Grupo Santander no mundo nos próximos dois anos.
Atualmente, a unidade brasileira tem uma fatia de 25% no bolo de
resultados globais.
Para o presidente do Santander Brasil, Marcial Portela, apesar de não
ser imune às oscilações do mercado internacional, o Brasil está em uma
posição favorável em relação ao restante do mundo.
“Toda a atenção está muito dedicada ao Santander no Brasil, país que
tem uma situação tão espetacular, comparativamente, neste momento
mundial”, disse Portela.
Uma prova de que o país tem situação confortável, disse, é que o custo
de captação em real é, hoje, semelhante ao observado no período
anterior à crise internacional. De acordo com o executivo, as
informações que circulam dão conta de que os custos de captação em
moeda estrangeira é que preocupam.
“A crise externa certamente está complicada. Aqui no Brasil há uma
situação bem privilegiada, bastante protegida. Não está evidentemente
fora do mundo, então sempre tem que ter alguma [influência] da crise
externa, mas está bem protegida”, ponderou Portela.
O presidente participou de cerimônia de inauguração da primeira agência
na comunidade de Vila Cruzeiro, zona norte do Rio de Janeiro.
O novo ponto de venda faz parte da estratégia de crescimento da
instituição no país, que prevê abertura de 100 a 120 agências por ano,
nos próximos três anos. Este ano, até setembro, inaugurou 93, sendo 12
no Rio de Janeiro.