Banco do Brasil garante diálogo com o Sindicato na reestruturação do CSO e CSL

O Banco do Brasil se
comprometeu a dialogar com os sindicatos sobre o processo de
reestruturação em curso no Centro de Suporte Operacional (CSO) e
Centro de Suporte e Logística (CSL). A garantia foi dada nesta
terça-feira, dia 13, durante negociação com o Sindicato e a
Contraf-CUT, em Brasília. Até o final do mês, um diretor do BB
deve visitar Pernambuco para se reunir com o Sindicato e os
bancários.

Para o secretário-geral do Sindicato, Fabiano
Félix, a garantia de diálogo do Banco do Brasil é muito importante
para evitar que os bancários sejam prejudicados com o processo de
reestruturação. “Queremos acompanhar de perto este processo de
reestruturação e até interferir com sugestões que evitem
problemas para os funcionários do CSO e CSL. Quando os trabalhadores
participam e são ouvidos em reestruturações deste tipo, as
mudanças afetam menos a vida do funcionalismo”, destaca Fabiano,
que participou da negociação com o BB nesta terça em Brasília.

Fabiano lembra que nesta quarta-feira, dia 14, o Sindicato
promove uma reunião com os bancários do CSO e CSL para discutir a
reestruturação (leia mais aqui).

Garantias
Durante as negociações, a Dinop (Diretoria de Negócios e
Operações do BB) informou às entidades sindicais que nenhum
prefixo será fechado. Durante o processo de mudança, haverá um
aumento de unidades pelo país. Serão 17 regionais e 12 centros
localizados em diversas unidades da federação.

“Segundo os
diretores do BB, o foco da reestruturação é qualificar os
processos e as pessoas envolvidas. Com isso, algumas unidades ganham
serviços e outras perdem, mas todas terão processos específicos a
realizar”, conta Fabiano.

Outra informação dada pela Dinop
é que a reestruturação não é baseada em cortes orçamentários e
que, por isso, o processo não será realizado de forma rápida,
podendo se estender por uns dois anos.

Os sindicatos
reivindicaram mais transparência nos processos de reestruturação e
que os trabalhadores, através de suas entidades, saibam com
antecedência de tais mudanças que sempre afetam a rotina e
estrutura de vida dos envolvidos.

Horas da greve – Os
sindicatos apontaram durante a negociação diversos problemas de
assédio moral e discriminação por parte do BB aos funcionários
que fizeram a greve e conquistaram os direitos para a categoria na
Campanha Nacional dos Bancários deste ano.

Para os dirigentes
sindicais, o banco ultrapassou todos os limites da razoabilidade na
perseguição dos grevistas, com o pior assédio dos últimos anos
sobre a compensação das horas paradas na greve. A Contraf-CUT e as
entidades sindicais já estão tomando todas as medidas cabíveis
para defender os trabalhadores. A Confederação fez inclusive
representação ao Ministério Público do Trabalho (leia aqui)
e o Sindicato de Pernambuco pediu a intervenção do Ministério do
Trabalho (leia aqui).

As
entidades sindicais cobraram também o banco sobre vários problemas
causados nos últimos meses a partir da Dipes, como a suspensão das
posses de concursados e a supressão unilateral da verba de
aprimoramento apresentada como proposta aos bancários em 2011 (R$
215).

“Ao invés de buscar amenizar os conflitos entre o
banco e os funcionários no pós-greve, o que enfrentamos até agora
foram atitudes descabidas do banco com pressão e assédio, o que é
inaceitável”, criticou William Mendes, coordenador da Comissão
Nacional dos funcionários do BB.

As entidades sindicais
também criticaram o banco e cobraram o fim dos descomissionamentos
por “atos de gestão”. Os bancários conquistaram o direito
às três avaliações no acordo coletivo e o banco tem criado
subterfúgios para prejudicar e perseguir os funcionários. Os
sindicatos seguirão defendendo os trabalhadores tanto com ações
sindicais quanto com demandas judiciais.

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