Europa busca romper impasse sobre supervisão para controlar bancos

Os ministros das Finanças da União Europeia (UE) buscam nesta
terça-feira (13) quebrar um impasse sobre um novo regime para
supervisionar bancos, mas com boa parte do plano sendo contestado a UE
arrisca ver essa reforma essencial desfeita.

Até agora, os países na zona do euro têm tentado conter a crise
financeira com medidas fragmentadas. A união bancária é um elemento
central para uma união econômica mais ampla e a primeira tentativa
conjunta de integrar a resposta do bloco a credores problemáticos para
retomar a confiança.

Os ministros das Finanças dos 27 países do bloco encontram-se em
Bruxelas para tentar avançar nas negociações sobre questões que geram
divisão, como o escopo dos poderes de supervisão supranacional do Banco
Central Europeu (BCE), o que seria um primeiro passo numa uniãobancária.

Mas os ministros estão céticos de que qualquer acordo seja feito ao
iniciar o encontro. A Suécia assinalou o que acredita ser uma falha
fundamental no plano e levantou a perspectiva de uma mudança difícil na
legislação da UE para estabelecer o novo sistema.

“O BCE pode ser o supervisor, mas então nós precisamos considerar uma
mudança no tratado”, afirmou a repórteres o ministro das Finanças sueco,
Anders Borg. “Ou você precisa mudar o tratado para ficar claro que
todos os membros serão tratados de forma igualitária, ou você precisa
tirar (a supervisão) do BCE.”

Algumas autoridades estão preocupadas de que a construção da união
bancária já está fraquejando, diante de forte oposição tanto de dentro
como de fora da zona do euro.

A Alemanha, a maior economia da zona do euro, quer que a supervisão do
BCE seja restrita aos principais bancos, enquanto a Grã-Bretanha, o
maior país fora do euro, quer impedir que o banco central tome decisões
que infrijem seus interesses.

A perspectiva de que o esquema será desfeito ameaça minar a confiança no
euro e em suas frágeis economias, recentemente alavancadas pela
promessa do BCE de apoiar países endividados com compras de títulos se
certas condições forem cumpridas.

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