O
BNB – Banco do Nordeste encerrou o ano passado com lucro líquido de
R$ 508,5 milhões, um crescimento de 61,5% em relação a 2011,
quando o ganho foi de R$ 314,8 milhões. Para o diretor do Sindicato,
Fernando Batata, empregado do BNB, os resultados ajudam a resgatar a
imagem do banco, que tinha sido arranhada com
as denúncias
que resultaram na mudança da administração. “Também significam
que há margem de lucro bastante para se investir nos funcionários,
na melhoria das condições de trabalho e no papel social dos
bancos”, diz Batata.
As
matérias, na grande mídia, destacam os créditos com recursos do
Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste. No
último trimestre do ano passado, o Conselho Monetário Nacional
(CMN) determinou a redução dos juros cobrados nas operações de
tomada de crédito para investimento com recursos dos fundos
regionais.A
taxa, que ficava entre 4% e 10% ao ano, caiu para 2,9% anuais, o que
acabou estimulando empresários do Nordeste a migrarem suas operações
para o BNB
O
banco desembolsou R$ 22 bilhões em 2012, cerca de R$ 1 bilhão a
mais do que no exercício anterior. Desse total, R$ 11,9 bilhões
foram repasses do FNE. Os R$ 10,1 bilhões restantes foram
empréstimos convencionais e microcrédito.Em
nota, o presidente do BNB, Ary Joel Lanzarin, informa que as
operações de microcrédito somaram R$ 5,2 bilhões, alta de 40% em
relação a 2011. Por meio dos programas Crediamigo e Agroamigo, o
banco realizou 3,2 milhões de operações.
Com
o anúncio dos resultados, os bancários cobram a valorização dos
trabalhadores, por meio do atendimento à reivindicações que se
arrastam há anos, como a revisão do Plano de Cargos e Remuneração
e Plano de Funções. Também cobram a esolução dos problemas de
infraestrutura das agências; convocação dos aprovados no último
concurso; respeito à carga horária; quitação de todos os passivos
trabalhistas e uma PLR – Participação nos Lucros e Resultados
melhor.
Outra
reivindicação importante diz respeito aos investimentos em
segurança. “Com este lucro, dá para cumprir integralmente a
legislação, implantando todos os equipamentos previstos na lei de
segurança bancária do Recife”, diz Batata. E completa: “Cobramos,
ainda, que o banco amplie os investimentos em projetos sociais,
cumprindo o papel que lhe é devido”.