O Sindicato e a
Contraf-CUT entregaram nesta terça-feira, dia 16, à Fenacrefi
(Federação das Financeiras), em São Paulo, a pauta de
reivindicações dos financiários para a Campanha Salarial 2013.
Entre as principais demandas estão reajuste de 12,30% (inflação de
6,95% mais 5% de aumento real), Participação nos Lucros e
Resultados (PLR) de três salários mais o valor fixo de R$ 4.989,26
e o valor do salário mínimo nacional (R$ 678) para cada uma das
seguintes verbas: auxílio-refeição, cesta-alimentação e
auxílio-creche/babá.
Durante o encontro, dirigentes
sindicais propuseram a criação de comissão paritária – composta
por representantes dos financiários e das financeiras – para
discutir questões relacionadas à saúde do trabalhador. Os
sindicalistas reivindicaram ainda que mais empresas façam adesão ao
instrumento de combate ao assédio moral e suspenda o regime de
terceirização nos setores de teleatendimento, autoatendimento,
cobrança, cartão de crédito, concessão de crédito e
administração dos dados cadastrais e contábeis.
Outra
exigência do movimento sindical é a unificação da data- base para
todos os financiários. Diferentemente dos bancários, que têm data
base em 1º de setembro em todo o país, os financiários têm datas
distintas, sendo 1º de junho a dos que trabalham em Pernambuco.
“Acreditamos que a unificação da data-base seja o primeiro passo
para a construção de uma Convenção Coletiva Nacional nos moldes
da que os bancários conquistaram há mais de vinte anos”, explica
o secretário do Ramo Financeiro do Sindicato, Flávio Coelho.
No
ano passado, o acordo assinado com as financeiras garantiu reajuste
de 6,96% nos salários, correspondendo a 2% de aumento real, e 7,96%
nos pisos e verbas (2,96% acima da inflação). A PLR conquistada foi
de 90% do salário mais R$ 1.760, com teto de R$ 8.555,20.
A
pauta da campanha salarial da categoria foi definida em assembleia
realizada pelo Sindicato (leia mais aqui).