Bancário demitido pelo Santander com doença ocupacional garante reintegração

Arthur Câncio dos
Santos, dez anos de serviços prestados ao Santander, foi demitido
ilegalmente em abril deste ano. Há cerca de dois anos, ele já fazia
tratamento com um reumatologista e um psicólogo. Tinha, inclusive,
laudo médico declarando que ele não tinha condições de trabalhar.
Um laudo que ele preferiu guardar na gaveta, com medo de “ficar
marcado”. O Sindicato o encaminhou ao INSS, que atestou a doença
ocupacional e, na última sexta, 19, ele foi reintegrado.

Arthur
trabalhava em uma agência que tem um histórico cruel de
insalubridade e insegurança: a agência do Cabo. O Sindicato já
denunciou várias vezes a falta de condições de
trabalho no local. Os
bancários convivem com uma demanda muito além da capacidade: as
filas dão voltas pelo lado de fora e os trabalhadores são ameaçados
diariamente pelos clientes. Além disso, há problemas de mobiliário,
falta de cadeiras e outros comprometimentos estruturais.

A
insegurança é outro problema. O próprio Arthur chegou a fugir de
uma tentativa de assalto, quando ele e outros colegas foram abordados
na saída do trabalho, em 2013. Trabalhadores da unidade já foram
vítimas de três sequestros e mais de sete tentativas de assalto ou
arrombamentos.

Justiça
feita –
Arthur
é mais um dentre os vários trabalhadores da unidade que sofrem com
doenças físicas e psíquicas. Demitido em abril, procurou o
Sindicato, que emitiu a CAT (Comunicação
de Acidente de Trabalho), o encaminhou ao Cerest (Centro de
Referência em Saúde do Trabalhador) e ao INSS, que reconheceu a
existência da doença ocupacional.

Arthur buscou a reparação
da ilegalidade na Justiça, através de advogado
particular e, na última sexta, 19, a antecipação de tutela foi
cumprida e ele foi oficialmente reintegrado ao banco. “No ato de
reintegração, na agência de Prazeres, ele encontrou alguns colegas
que trabalharam com ele. Todos ficaram muito felizes com a reparação
da injustiça praticada pelo banco”, conta
o secretário de Saúde do Sindicato, Wellington Trindade. Apesar da
reintegração oficial, Arthur permanece afastado para tratar da
saúde.

Expediente:
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