Comando Nacional dos Bancários entrega pauta da Campanha Nacional 2026 à Fenaban

Nesta quarta-feira (24/6), representantes dos trabalhadores do Ramo Financeiro de todo o país se reúnem em São Paulo para defender emprego, valorização salarial, saúde e direitos da categoria bancária. A data marca a entrega oficial da pauta de reivindicações da Campanha Nacional dos Bancários 2026 à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), e pautas específicas do Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. O presidente do Sindicato dos Bancários de Pernambuco, Fabiano Moura, participa da atividade.

A agenda ocorre na sede da Fenaban, na Avenida Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo, marcando o início das negociações nacionais que definirão a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) dos bancários, instrumento que garante direitos para trabalhadores de bancos públicos e privados em todo o território nacional.

“Diante do atual cenário político, econômico e social vivenciado, com a evolução tecnológica, mudanças nas relações de trabalho e de reorganização geopolítica no planeta, teremos negociações com bastante desafios para as trabalhadoras e trabalhadores do Ramo Financeiro”, avalia o presidente do Sindicato, Fabiano Moura.

A pauta construída a partir dos debates e consulta nacional foi definida na 28ª Conferência Nacional dos Bancários e consolidada na Minuta Nacional de Reivindicações 2026, e aprovada em assembleia da categoria.

A principal reivindicação econômica da categoria é a reposição integral da inflação medida pelo INPC, acrescida de 5% de aumento real para salários e demais verbas econômicas. A proposta busca garantir a valorização dos trabalhadores diante dos elevados resultados apresentados pelo sistema financeiro brasileiro.

“Nossa campanha não fica restrita apenas às questões econômicas, apesar dos bancos responderem por 80% dos ativos do setor financeiro e empurrarem na mesa de negociação propostas aquém do que merecemos e produzimos dia a dia. É muito mais que dinheiro, nossa campanha defende a vida e a dignidade humana das trabalhadoras e trabalhadores do sistema financeiro”, ressalta Fabiano Moura.

A pauta também defende a preservação do atual modelo nacional de Participação nos Lucros e Resultados (PLR), uma das maiores conquistas históricas da categoria. O sistema mantém a combinação entre percentual do salário, parcela fixa e adicional linear, assegurando critérios nacionais e distribuição mais equilibrada dos resultados obtidos pelos bancos.

 

A representação dos trabalhadores reúne o Comando Nacional dos Bancários, formado por mais de 140 sindicatos, 11 federações e 4 centrais sindicais. A coordenação nacional é exercida por Juvandia Moreira, presidenta da Contraf-CUT, e por Neiva Ribeiro, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo.

 

O Nordeste está presente por meio da FETRAFI-NE e dos dirigentes que integram o Comando Nacional: Carlos Eduardo Bezerra Marques, presidente da Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro do Nordeste; José Eduardo, do Ceará; Fabiano Moura, de Pernambuco; Thyago Miranda, de Alagoas; Gilberto Machado, do Piauí; e Lindonjhonson Almeida, da Paraíba. Também participam dirigentes das comissões nacionais de empresa e das mesas específicas dos bancos públicos.

Do lado patronal, a negociação é coordenada pela Fenaban e reúne representantes dos principais bancos do país, entre eles Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú e Santander.

Além da mesa única com a Fenaban, os trabalhadores dos bancos públicos entregam nesta mesma data as pautas específicas do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, que serão negociadas em mesas permanentes próprias.

Outro eixo central da campanha é a defesa do emprego bancário diante dos processos de digitalização, fechamento de agências e reestruturações organizacionais.

A minuta nacional reafirma a luta contra dispensas imotivadas, terceirizações indiscriminadas e redução dos quadros funcionais, defendendo mecanismos de proteção ao emprego e negociação prévia em situações de reestruturação.

A categoria também mantém como prioridade o enfrentamento das metas abusivas e do assédio organizacional. O objetivo é estabelecer limites claros para os mecanismos de cobrança por desempenho, reduzindo os impactos sobre a saúde física e mental dos trabalhadores.

A Campanha Nacional de 2026 ocorre em um momento de profundas transformações tecnológicas no sistema financeiro.

A expansão da inteligência artificial, dos canais digitais e dos sistemas automatizados elevou significativamente a produtividade dos bancos. Para os trabalhadores, porém, os ganhos tecnológicos precisam ser compartilhados com quem produz os resultados diariamente.

A pauta reivindica que os avanços tecnológicos sejam utilizados para melhorar as condições de trabalho, proteger empregos, ampliar a qualificação profissional e preservar a privacidade dos bancários, especialmente no teletrabalho, combatendo práticas excessivas de monitoramento e vigilância.

Os bancários também reafirmam a defesa dos bancos públicos como instrumentos estratégicos para o desenvolvimento nacional, a inclusão financeira, a execução de políticas públicas e a democratização do crédito.

Ao mesmo tempo, a categoria defende a manutenção da mesa única nacional de negociação e da Convenção Coletiva de Trabalho, modelo construído ao longo de décadas que assegura direitos comuns para trabalhadores de bancos públicos e privados em todo o Brasil.

A preservação desse sistema de negociação é considerada fundamental para garantir unidade nacional, equilíbrio nas relações de trabalho e avanços coletivos para a categoria.

Com a entrega da pauta à Fenaban, inicia-se mais uma jornada de negociações nacionais. Uma jornada que tem como objetivo transformar as reivindicações aprovadas pela categoria em conquistas concretas para centenas de milhares de bancários e bancárias em todo o Brasil.

 

Fonte: Fetrafi-NE editado por Bancários PE

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