
O Sindicato e a Frente Brasil Popular realizaram um ato, em defesa das empresas públicas, nesta segunda-feira (6), em frente à Caixa Cultural, no Recife Antigo. A mobilização marcou o lançamento, em Pernambuco, da campanha “Se é público, é para todos”. O Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas fez o lançamento nacional da campanha, no Rio de Janeiro.
A campanha mostra a força de resistência dos trabalhadores às propostas de privatização das empresas públicas brasileiras. Projetos de lei com esse conteúdo que já tramitavam no Congresso Nacional têm recebido apoio do governo ilegítimo de Michel Temer.
“Trata-se do retorno do projeto neoliberal ao Brasil. O governo Temer quer diminuir os gastos públicos, a qualquer custo; reduzir o papel do Estado; e acabar com os bancos públicos, que têm papel fundamental no desenvolvimento da economia brasileira. Nós, trabalhadores, não vamos deixar isso acontecer, como não deixamos no governo FHC”, afirmou, durante o ato em Pernambuco, o diretor do Sindicato e secretário de Comunicação da CUT-PE, Fabiano Moura.
Esse foi apenas o primeiro dos muitos atos de resistência que os trabalhadores realizarão. “Nos atos públicos, chamamos atenção da população para o fato de que a defesa das empresas públicas é de interesse de todos os brasileiros”, explicou o diretor do Sindicato Ronaldo Cordeiro, que representa a entidade nas reuniões da Frente Brasil Popular.
O atendimento bancário em cidades do interior também está ameaçado pelas propostas de privatização dos bancos públicos. “O governo ilegítimo já está falando em fechar agências deficitárias. Se houver privatização dos bancos públicos, cidades do interior do país perderão o atendimento bancário. Bancos privados não têm interesse em funcionar onde não obtêm lucro. Bancos públicos são os únicos em muitas cidades pela função social que possuem”, afirma o diretor do Sindicato Cleber da Rocha, que é funcionário do Banco do Brasil.
Caixa 100% Pública – A também diretora do Sindicato, Isis Monteiro, que é empregada da Caixa, destacou que é falacioso um dos argumentos do governo Temer para justificar a privatização do banco. “Enquanto o governo refere-se à Caixa como terra arrasada, ela atingiu a marca de segundo maior banco do país”, afirmou. A Caixa possui R$ 1,24 trilhão em ativos. Fica atrás apenas do Banco do Brasil, que também é público e possui R$ 1,44 trilhão em ativos.
Isis ressalta que a privatização da Caixa representaria a perda do caráter social da empresa e a precarização do atendimento, principalmente à população carente. “A Caixa é a principal fomentadora de programas sociais no Brasil. A privatização dela comprometeria programas como Minha Casa Minha Vida e políticas de saneamento básico, além de precarizar o atendimento, principalmente à parte da população que não tem acesso aos serviços dos bancos privados”, explica a diretora.