Nenhum direito a menos: no Recife, atos em defesa dos Bancos Públicos seguiram protestos realizados pelo país

No Dia de Mobilizações Nacionais em defesa das empresas públicas, o Sindicato dos Bancários de Pernambuco realizou um ato político em frente às agências do Banco do Brasil e da Caixa, localizadas na Avenida Guararapes, no centro do Recife. Diretores do Sindicato dialogaram com os bancários e com a população sobre a atual conjuntura política e suas consequências para a categoria e para a população. O ato ocorreu no dia 10 de junho e precedeu a grande passeata dos movimentos sociais realizada à tarde também no Centro do Recife.

A secretária-geral do Sindicato, Sandra Trajano, explicou o objetivo das atividades. “Estamos defendendo nossos direitos e não vamos abrir mão deles. Já estamos sentindo o retrocesso chegar às agências bancárias. Este governo interino já fala abertamente em uma política de privatizações, algo eminente e que vai trazer enormes prejuízos para categoria e população”, analisou Sandra, que é funcionária do Banco do Brasil.

A presidente do Sindicato dos Bancários, Suzineide Rodrigues, reafirmou que a luta é por “nenhum direito a menos” e que as escolhas do atual governo estão em desacordo com os anseios dos trabalhadores e com o programa eleito nas urnas em 2014.
“Os atos que estão acontecendo aqui no Recife, na Caixa e no Banco do Brasil, são para mostrar que não vamos aceitar nenhum direito a menos. As manifestações que estão acontecendo em todo país comprovam que existe uma forte rejeição ao desmonte das empresas públicas. Somos contra a igualdade da idade de se aposentar entre homens e mulheres, somos contrários às privatizações, somos contra as mudanças das regras da previdência e contra tantos outros ataques aos trabalhadores desse governo que está tentando implementar um programa que não foi eleito nas urnas. Precisamos ter a consciência de que são ataques aos bancários e à população, principalmente àquela que precisa dos bancos públicos e de seus programas”, analisou Suzineide.

Para ela, há também receio da população às medidas anunciadas pelo governo interino de Michel Temer. “Atacar os bancos públicos significa que a população vai sofrer com maus serviços dentro das agências”, comentou.

Jaqueline Mello, secretária de Finanças do Sindicato, avaliou positivamente a reunião entre sindicato e base que aconteceu logo após os atos na Caixa e no Banco do Brasil. A diretora disse que o momento é preocupante e que todos, bancários e população, precisam lutar para reverter o cenário político atual.

“Nossa principal luta é pela Caixa 100% pública, porque existe o risco de rompimento dos programas sociais como o Minha Casa Minha Vida e o Bolsa Família. Isso significaria retirar atendimento e cobertura às população mais vulneráveis. Nós, bancários, não podemos aceitar nem ficar de braços cruzados. Há um golpe em curso no país”, relatou a secretária de Finanças.

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