
Bancários de Pernambuco aderiram ao
Dia Nacional de Paralisação nesta sexta-feira (25), interrompendo
por duas horas as atividades de 13 agências localizadas no centro do
Recife. O Sindicato realizou reuniões nas unidades para dialogar com
os funcionários sobre os impactos negativos da Proposta de Emenda
Constitucional(PEC) 55, que congelará os investimentos sociais
durante 20 anos, além de alertar os trabalhadores dos bancos
públicos sobre os riscos da privatização.
As atividades foram paralisadas durante
duas horas em todas as dez agências, públicas e privadas,
localizadas na Av. Conde da Boa Vista, além das agências do Banco
do Brasil da 7 de Setembro e da Av. Rio Branco e da Caixa Econômica
Federal do 13 de Maio.
De acordo com a presidenta Suzineide
Rodrigues, é preciso conscientizar os trabalhadores sobre a
necessidade de construção de uma greve geral no país. “Em
seis meses, o Governo golpista já tomou uma série de medidas para
destruir o que conquistamos com muita luta. É precarização,
terceirização, privatização. Então, hoje, tiramos esse dia para
debater sobre os direitos e denunciar esse governo”, afirma.
Para marcar o Dia Nacional de
Paralisação, foi realizado um ato de protesto em frente à agência
do Banco do Brasil da Av. Rio Branco, no Bairro do Recife. Na
oportunidade, a dirigente e funcionária da unidade Diana Ribeiro
denunciou a falta de diálogo do banco com os empregados para o
anúncio da reestruturação. “Os funcionários souberam que
haveria o fechamento de agências e a perda de funções através dos
jornais. Estão atacando o direito dos trabalhadores sob o pretexto
da crise. Sabemos que o país já passou por crises piores e não
houve demissão de funcionários públicos, como o que pode vir a
acontecer se não houver mobilização”, disse.
O Sindicato recebeu neste dia de luta o
apoio da Confederação Italiana dos Sindicatos dos Trabalhadores
(CISL), que enviou o representante Alessandro Alberani. “A
situação da Itália e do Brasil é muito similar, porque os
bancários têm os mesmos problemas relativos ao desemprego pois as
empresas não pensam nos trabalhadores”, analisa.
A partir das 16h, os bancários se unem
às demais categorias, na Praça da Democracia (Derby), para lutar
contra a PEC 55, a privatização das empresas públicas e a
terceirização dos serviços.