Bancários paralisam agências do BB em protesto contra reestruturação

Para marcar o Dia Nacional de Luta contra a reestruturação do Banco do Brasil (BB), o Sindicato dos Bancários de Pernambuco paralisou, como forma de protesto, quatro agências localizadas no Recife e Região Metropolitana. O ato ocorreu com a concordância dos funcionários das agências Barão de Souza Leão, Cidade Universitária (CDU), Camaragibe e Shopping Recife, que interromperam as atividades das 10h às 12h.
De acordo com a secretária Geral Sindicato, Sandra Trajano, essas agências foram escolhidas em razão dos impactos resultantes do processo de “reestruturação”, apesar de não figurarem entre as sete cujas atividades serão encerradas. “Essas filiais já têm um movimento muito grande de clientes e com a reestruturação vêm recebendo clientes transferidos das agências fechadas, além de terem perdido cargos. Na prática, isso significa sobrecarrega de trabalho e atendimento precarizado”, afirma Sandra.
O diretor regional e também funcionário do Banco, Cleber Rocha, lembra das consequências negativas para as cidades do interior cujas agências serão readequadas para postos de atendimento. “Cai o nível do atendimento por conta da redução de funcionários, de gerentes. Há uma sobrecarga e muitos dos serviços que eram oferecidos antes deixam de existir naquele local”, relata. Em Pernambuco, as agências do Banco do Brasil que serão transformadas em Postos de Atendimento são as das cidades de Escada, Frei Miguelinho, Jataúba, Macaparana, Riacho das Almas, Sirinhaém, Tuparetama, Vertentes e Vicência.
Outros diretores do Sindicato que participaram das atividades relatam que dentro das agências há uma enorme insatisfação e apreensão com o desmonte do Banco do Brasil e com o prejuízo para o serviço público que essa “reestruturação” pode causar.
Ações semelhantes acontecem hoje em todo o país. A orientação foi repassada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), diante das negativas e falta de resposta do Banco do Brasil para as reivindicações de proteção dos funcionários, em função das medidas de reestruturação. O desmonte anunciado prevê a aposentadoria de até 18 mil bancários, o fechamento de 402 agências em todo o país, além da transformação de outras 379 em postos de atendimento.

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