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Desde o início de |
Reuniões
nos locais de trabalho que foram afetados pelas mudanças, protestos,
paralisações, dias nacionais de luta, atos conjuntos com movimentos sociais em
defesa das empresas públicas e entrega de carta pública à população, relatando
os ataques ao único banco 100% público do país, foram algumas das atividades
realizadas pelo Sindicato.
Parte dos planos de
reestruturação apresentados pela diretoria do banco em 2016 foi barrada, graças
à mobilização dos empregados. Ainda assim, mudanças no normativo interno da
empresa trouxeram graves prejuízos aos trabalhadores. Um grande exemplo disso
foi o RH 184, que extinguiu a incorporação de função e acabou com a designação
efetiva de caixas executivos.
Antes
da mudança, quando o empregado completava dez anos de exercício da função, esta
era incorporada ao salário dele. Também foi criada a figura do “caixa minuto”.
A ideia é que qualquer funcionário pode exercer temporariamente a função de
caixa, recebendo gratificação proporcional ao tempo em que a exerceu.
Os avaliadores de
penhor também sofreram reveses. A Caixa retirou o adicional de insalubridade a
que tinham direito.
“O
caráter público da Caixa está ameaçado e isso tem reflexo no tratamento do
banco aos empregados. A lógica do capital está norteando as mudanças nos bancos
públicos, em detrimento da função social que eles têm e das conquistas
históricas dos trabalhadores”, avalia a presidenta do Sindicato, Suzineide
Rodrigues.
Outro problema que
tem se acentuado é a quantidade reduzida de empregados. “A Caixa não cumpriu o
acordo de contratação de pessoal firmado em 2015 e ainda realizou novos Planos
de Apoio à Aposentadoria (PAA). De 2014 para cá, mais de 3 mil empregados
aderiram a esses planos, sem novas contratações”, explica Jaqueline Mello,
secretária de Finanças do Sindicato e empregada da Caixa.
Essa situação
ainda pode piorar. De acordo com o presidente da Caixa, Marcelo Occhi, a
empresa estuda o lançamento de um novo plano de aposentadoria que atingirá
cerca de 10 mil empregados e reavalia o funcionamento de 100 agências
supostamente deficitárias.