Novo PCR é prioridade dos funcionários do BNB

A
implementação do ponto eletrônico e a primeira eleição do representante dos
trabalhadores no Conselho de Administração do Banco do Nordeste do Brasil
(BNB), conhecido como Caref, são as maiores conquistas dos funcionários do
banco, neste ano. Para 2017, a prioridade é a criação de um novo Plano de
Cargos e Remuneração (PCR).

O
Sindicato dos Bancários de Pernambuco teve, em 2016, um forte papel de
articulação e mobilização da base para que essas conquistas fossem alcançadas.
Entre as principais atividades da entidade, destacam-se quatro: a realização do
I Encontro Estadual dos Funcionários do BNB, a organização de assembleias e de
paralisações para o pagamento da Participação de Lucros e Resultados (PLR) do
funcionalismo e a presença no Encontro de Técnicos de Campo do BNB.

Mais
do que equiparar os direitos do funcionalismo do BNB aos dos demais trabalhadores
da categoria que já utilizavam o ponto eletrônico, o acordo assinado em 2016 é
uma conquista inédita: os 15 minutos de descanso obrigatório previstos na
Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) estão incluídos na jornada de trabalho
diária de seis horas.

“Conquistamos
a jornada de trabalho de 5h45. Nos demais bancos, os funcionários passam, no
mínimo, 6h15 no trabalho para cumprir a jornada de seis horas mais o período de
intervalo obrigatório”, explica o diretor do Sindicato, Fernando Batata.

A
eleição do Caref representa para os funcionários do BNB voz no conselho de
administração do banco. De acordo com o diretor do Sindicato, Rubens Nadiel,
como a atual Convenção Coletiva de Trabalho da categoria tem validade até 2018,
os bancários terão mais tempo para se dedicar às pautas específicas. “O nosso
foco será a criação de um novo PCR, pois o atual está extremamente defasado”,
afirma o diretor.

Os
primeiros três níveis do PCR representam valores abaixo do piso da categoria.
Dessa forma, o trabalhador que ingressa na carreira do BNB só passa a receber
acréscimo na remuneração quando chega ao quarto nível do plano, o que ocorre
depois de cerca de oito anos de trabalho.

Além
disso, o PCR só possui 18 níveis; e muitos funcionários estão, há anos, no
último nível da carreira. Segundo o diretor do Sindicato, Ricardo Vaz, que
integrou o grupo de trabalho que discutiu a criação do novo PCR, cerca 1,8 mil
funcionários estão no nível final do plano e por volta de 700 estão nos três
níveis iniciais.

“Os bancários que
estão nesses extremos do plano representam cerca de 35% do funcionalismo do
BNB, sem considerar os demais casos em que as distorções também trazem
prejuízos aos trabalhadores”, destaca Ricardo.

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