CUT pede que trabalhadores sigam em luta contra reforma trabalhista

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) divulgou uma nota na tarde de
quinta-feira (13) dizendo que “não aceita e não reconhece qualquer
legitimidade” do Congresso Nacional, que liquidou os direitos dos
trabalhadores ao aprovarem o projeto da reforma trabalhista.

A CUT tampouco reconhece a legitimidade do atual presidente Michel
Temer, que assumiu o cargo após o impeachment da presidenta Dilma
Rousseff, sem que a mesma tenha cometido crimes que justificassem seu
impedimento.

Na nota, a CUT conclama as suas bases a seguir na luta pela revogação da, agora Lei 13467/2017, reforma trabalhista e diz que utilizará todos os meios jurídicos, políticos e sociais para atingir esse objetivo.

Leia abaixo a íntegra da nota da CUT.

A CUT não aceita o desmonte dos nossos direitos
Pela revogação do PLC-38 da “Reforma Trabalhista”

A Central Única dos Trabalhadores não aceita e não reconhece
qualquer legitimidade no fato de 50 senadores liquidarem direitos
trabalhistas duramente conquistados, obedecendo as ordens de um governo
golpista e ilegítimo e a serviço dos interesses de empresários.

A CUT conclama as suas bases a seguir na luta pela Revogação do PLC 38
e utilizará todos os meios jurídicos, políticos e sociais para atingir
esse objetivo. A sanção de Temer a essa lei que atropela inclusive
direitos constitucionais não encerra a questão. É preciso derrotar esse
ataque maior aos direitos trabalhistas e aos sindicatos através da luta
de classe.

A CUT considera que não é uma mera coincidência que esse golpe
contra os nossos direitos tenha sido dado em 11 de julho e que, no dia
seguinte, o ex-presidente Lula tenha sido condenado pelo juiz de 1ª
instância Sérgio Moro, sem qualquer prova material, a nove anos e meio
de prisão.

Trata-se da continuidade do golpe dado a serviço dos interesses
do capital que se iniciou com o “impeachment” sem crime de
responsabilidade da presidenta Dilma, que hoje prossegue no ataque aos
direitos e que pretende mais adiante acabar com a aposentadoria com o
desmanche da Previdência pública.

Só a força da classe trabalhadora organizada, aliada aos
movimentos populares e forças políticas que defendem os interesses do
povo, é que poderá reverter essa série de ataques aos direitos sociais, à
democracia e à soberania nacional. Por isso mesmo a CUT reafirma sua
posição de Fora Temer, Diretas Já e Constituinte para restabelecer a
democracia, anular os atos dos golpistas nocivos aos nossos direitos e à
nação brasileira.

Desde já a CUT conclama as suas bases – CUTs estaduais, ramos e
sindicatos – à mobilização total, pois, além da luta para revogar a
contrarreforma trabalhista, temos diante de nós a luta para barrar a
aprovação da PEC 287 (Previdência) cuja tramitação na Câmara dos
Deputados está prevista para o início do segundo semestre. Esses ataques
ao conjunto da nossa classe e aos setores populares colocam novamente
na ordem do dia a preparação de uma greve geral.

A LUTA CONTINUA: NENHUM DIREITO A MENOS!
FORA TEMER!
DIRETAS JÁ!

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