Dia 20 tem povo na rua em defesa da democracia e de Lula

Com as bandeiras da defesa da democracia e de Lula, por Fora Temer e
Diretas Já e contra a implementação da Reforma Trabalhista, organizações
dos movimentos sindical, sociais e partidos vão às ruas de todo o país
na próxima quinta-feira (20).

Em São Paulo, a mobilização acontece na Avenida Paulista, a partir das
17 horas, e terá entre os participantes o ex-presidente Luiz Inácio Lula
da Silva, alvo da parte jurídica do golpe que começou com a ascensão do
ilegítimo Michel Temer.

Além de São Paulo, a CUT organizará e participará de atos em todo o
país. Conforme destaca o presidente da Central, Vagner Freitas, não se
trata de defender apenas a figura ou o legado do ex-presidente mas,
também o funcionamento democrático e igualitário da justiça brasileira e
os direitos sociais, previdenciário e trabalhistas.

“Para a Casa Grande, Lula representa o perigo de um governo popular e
trabalhista voltar ao poder e reestabelecer a democracia, a igualdade, a
distribuição de renda, a justiça e a inclusão social”, apontou.

Durante a reunião em São Paulo para organizar os atos, o membro da
coordenação nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST)
Guilherme Boulos alertou que é preciso impedir o caráter partidário do
Judiciário.

“Vivemos período de profundos retrocessos sociais e democráticos. A
condenação de Lula pelo Moro é mais um golpe à já combalida democracia
brasileira, porque quando a justiça toma partido, condena sem provas,
age pela presunção da culpa e um juiz se torna acusador, há algo sério
acontecendo. Por isso fazemos parte dessa campanha que repudia essa
acusação sem provas como parte da tentativa de tirar no tapetão o Lula
da disputa política”, avaliou.

Dirigente nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST)
Gilmar Mauro explicou porque a luta não é restrita aos defensores e
simpatizantes do ex-presidente, mas fundamental para todo aquele que
acredite na democracia.  

“A luta é contra o estado de Exceção que se espalha por todo o país e
criminaliza o Lula, mas não apenas, mira o povo brasileiro e conquistas
históricas arrancadas com muita luta. Contra isso e para derrotar o
golpe é fundamental a participação de cada cidadão e cidadã brasileira
que defenda a democracia.”

Presidente da CUT-SP, Douglas Izzo, apontou que a agenda dos movimentos
de combate ao retrocesso deve se aprofundar nesse novo capítulo do
golpe.

“Nossa pauta não muda, pelo contrário, mais do que nunca nossa luta é
pela defesa da democracia e do direito do presidente Lula, caçado por
Moro num processo sem provas, concorrer nas próximas eleições. Porque
eleição sem Lula é fraude”, falou.

Secretário-Geral da CUT-SP, João Cayres, ressaltou ainda que cada ato
terá o papel fundamental de mostrar a fragilidade das denúncias contra o
ex-presidente. Assim como são frágeis os argumentos para destruir a
carteira de trabalho.

“Temos de mostrar ao povo que Lula está sendo injustiçado e o absurdo que Moro comete nessa caçada contra ele”, criticou.

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