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Empregados
da Caixa Econômica Federal de Pernambuco, lotados na Gerência de
Gestão de Fundos de Governo (Gifug), aderiram ao Dia Nacional de
Luta (15) pela valorização e respeito aos direitos, realizado pelo
Sindicato dos Bancários de Pernambuco. O departamento deverá ser
mais impactado com a reestruturação do banco público reduzindo o
seu quadro de pessoal de 72 para 12 empregados.
Vestidos de
preto como forma de protesto, funcionários e dirigentes sindicais
participaram de um ato público, em frente à agência da Caixa Cais
do Apolo. A mobilização é uma resposta às medidas adotadas pela
direção do banco, que têm provocado insegurança entre os
trabalhadores, precarização do atendimento à população e
esvaziamento das agências visando à criação de um ambiente
favorável para a privatização.
De
acordo com a presidenta do Sindicato, Suzineide Rodrigues, a luta em
defesa da Caixa deve ser de toda a sociedade. “O ataque
desferido pelo golpista Michel Temer atinge não apenas os bancários,
mas todas as trabalhadoras e trabalhadores. Vamos ter de lutar muito
pela manutenção dos nossos direitos e para garanti-los mesmo depois
de aprovadas a terceirização e a reforma trabalhista. Não vamos
abrir mão da Caixa que é um patrimônio do povo brasileiro e não
de banqueiros sanguessugas que vivem da exploração da miséria”,
afirmou.
A
data para a mobilização nacional foi escolhida para esta
terça-feira, pois hoje os membros da Comissão Executiva dos
Empregados (CEE/Caixa) tiveram nova rodada de negociação da mesa
permanente, na qual foi reafirmado o posicionamento da categoria
contra a reestruturação e a ampliação do programa de Gestão de
Desempenho de Pessoas (GDP), em defesa da revogação do RH 037, que
abre espaço para a contratação de bancários temporários, bem
como pela admissão de mais empregados e em defesa da Caixa 100%
pública.
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Os empregados da Gifug estão cientes sobre como o processo de desmonte imposto por um governo ilegítimo afeta o papel social da Caixa. “O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) é o único instrumento de fomento que restou no país. E se eles querem acabar com as unidades que gerenciam este funco no Norte e Nordeste é para direcionar os investimentos bilionários apenas para as regiões Sul e Sudeste”, avaliou o empregado da Caixa, Eduardo Cabral.
A atividade ainda contou com a presença de bancários do Banco do Brasil, Santander, Itaú e Bradesco, reforçando a solidariedade da categoria. Também integraram o ato representantes da Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro do Nordeste(FETRAFI-NE), do Sindicato dos Metalúrgicos e lideranças do movimento LGBT.
“Defender a Caixa não é só defender o nosso emprego, mas o FGTS, o desenvolvimento do país. Precisamos do apoio de todos os colegas bancários, assim como de toda a sociedade”, disse a empregada da Caixa, Danielle Paes.
Na ocasião, o Sindicato convocou os presentes para o ato de entrega da Carta de Pernambuco em Defesa da Caixa Econômica Federal ao ex-presidente Lula e reforçou a agenda programada para o próximo dia 27 de agosto, quando haverá uma manifestação dos empregados da Caixa na orla da praia de Boa Viagem. “Defender a Caixa é defender o Brasil. Não vamos deixar que o banco 100% público seja vendido aos agiotas do mercado de capitais. O Sindicato está junto com os empregados da Caixa para fazer valer esta luta”, concluiu Suzineide.
Confira o calendário de ações em Defesa da Caixa e dos direitos de seus empregados
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