Sindicato promove ato na praia de Boa Viagem contra desmontes dos bancos públicos

As
centenas de cruzes espalhadas no Parque Dona Lindu, no bairro de Boa Viagem,
simbolizaram a situação de pesar que os empregados dos bancos públicos
vivenciam atualmente com os desmontes e ameaças de privatização trazidos pelo
governo ilegítimo de Michel Temer. Resistir aos ataques contra os direitos da categoria
configura-se como a estratégia mais poderosa para enfrentar o processo de
desestruturação em curso. 

Nessa perspectiva, o Sindicato dos Bancários de Pernambuco
promoveu, na manhã deste domingo (03), um ato para denunciar os impactos
desastrosos que tais medidas irão causar, não apenas para os funcionários, mas,
principalmente, à população de um modo geral. 

Quem transitou pelo local, recebeu informações sobre os
setores da economia e políticas públicas que serão severamente atingidos. “Se a
Caixa for privatizada, o sonho da casa própria vira pesadelo” diz o panfleto em
referência ao maior responsável pelos empréstimos do Sistema Financeiro de
Habitação que gerencia o programa Minha Casa, Minha Vida. O folheto esclarece
ainda acerca do papel social do Banco do Brasil como grande fomentador da
agricultura familiar e do Banco do Nordeste com seu aporte significativo ao
microcrédito, além da importância do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) e
do Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul).

“Há uma armadilha do governo golpista de Temer que
intenta fazer crer que funcionário público não trabalha e que banco público dá
prejuízo. É necessário que a população compreenda que esses são pretextos para
vender as empresas estatais para os banqueiros que vão viver da exploração de
empréstimos e de juros de cartão de crédito. Os rentistas não vão investir um
centavo em programas sociais, e assim, quanto mais pobre o cidadão, maior será a
perda”, denunciou a presidenta do Sindicato dos Bancários de Pernambuco,
Suzineide Rodrigues. 

A psicóloga Laila Kurtinaitis passeava
pelo Parque Dona Lindu acompanhada de seu marido e de seu filho e parou para acompanhar
do ato. “Essa atividade é bastante necessária. Acho importante conscientizar toda
a população sobre os prejuízos consequentes das privatizações e esse tipo de ação
acaba atraindo as pessoas de uma maneira lúdica, sem nenhum tipo de conflito”,
analisou.

Compartilha da mesma opinião o policial
civil aposentado, Jorge Felipe. “Temos mesmo que ir para rua, pois só conseguimos
as coisas se lutarmos. Aos poucos, quando as
pessoas forem entendendo e acreditando nos nossos propósitos, ganharemos força
para derrubar este governo que só pensa em vender o Brasil baratinho. Parabenizo
o Sindicato pelo ato em defesa do povo brasileiro. Juntos, vamos provar que as
estratégias dos golpistas não vão funcionar porque aqui nada acontece se não
for da vontade do povo”, afirmou.

O evento deste domingo integra uma ampla agenda do Sindicato
em defesa dos bancos públicos que inclui ações judicais, atos públicos, visitas
às agências, mobilização de apoio de lideranças políticas e campanha de
comunicação de massa, entre outros.

“Venho acompanhando as atividades do
Sindicato e acredito esse é o caminho correto. Não há outro jeito de fazermos
valer a nossa vez e voz, senão indo às ruas e conversando com o povo. As
pessoas precisam entender que o sindicato sozinho não tem o mesmo poder da
massa. Com a persistência em movimentos como esse, conseguiremos sensibilizar quem
ainda não entende essa luta como conjunta e urgente”, avaliou a empregada da Caixa
Econômica Federal, Rosa Paiva.

Na avaliação do funcionário do
Bradesco, Manoel Spinelli, o ato é mais um gesto de resistência extremamente necessário.
“Temos de continuar enfrentando esses golpistas que querem entregar de bandeja
o nosso país. Vamos seguir na luta para tirar essas pessoas que em nada
acrescentam e trazer de volta a nossa democracia”, convocou.

A agenda de hoje contou ainda com a participação de
representantes da Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Fetrafi), da
Central Única dos Trabalhadores (CUT), do  Conselheiro de Administração Representante dos Funcionários (Caref), de diversos sindicatos, da Marcha
Mundial das Mulheres, da Juventude do Partido Trabalhadores (PT) e de outros
movimentos sociais. Durante toda a
programação, ao som da Orquestra do Maestro Leonildo, os participantes entoaram,
por diversas vezes, a mensagem que justifica todos atos em defesa dos bancos públicos:
Defender os bancos públicos é defender o Brasil! 

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