Cerca de cinco mil pessoas compareceram ao 23º Grito dos Excluídos, nesta quinta-feira (7), no Recife. O Sindicato dos Bancários de Pernambuco participou da histórica marcha de resistência, em defesa da democracia e dos bancos públicos, ao lado de aproximadamente outras 35 entidades.
Com o lema “Por direito e democracia a luta é todo dia”, movimentos sociais e sindicais se reuniram na Praça da Democracia, no Derby. Às 11h, a passeata seguiu pela avenida Conde da Boa Vista, levantando bandeiras contra as medidas do governo ilegítimo Michel Temer, como a reforma trabalhista e as privatizações.
“Essa luta não é só dos bancários. Estamos aqui em defesa da democracia, do emprego e contra a terceirização e as reformas trabalhista e da previdência. Mas, a nossa pauta central hoje é a defesa dos bancos públicos, porque são eles que dão as condições de infraestrutura, educação, habitação e agricultura no Brasil”, afirma a presidenta do Sindicato, Suzineide Rodrigues.
O diretor do Sindicato e um dos organizadores do Grito dos Excluídos, Ronaldo Cordeiro, aproveitou a oportunidade para denunciar a violência em Pernambuco, ressaltando que neste ano a entidade já registrou 129 investidas bancárias. Ele também denunciou o que está por trás do ataque à democracia. “O capitalismo está se sobrepondo à democracia no Brasil. Mas, as categorias estão nas ruas para dar o recado.Não vamos aceitar retirada de direitos”, disse.
A passeata seguiu com carros de som, tambores do Levante Popular da Juventude e o coro da Marcha Mundial das Mulheres, que fizeram o “fora temer” ecoar pelas ruas do Recife. A mobilização terminou às 13h, na Praça da Independência, no centro da cidade.
“Aqui estiveram reunidas todas as categorias, os movimento sociais, mostrando que a população não está alheia a situação do país. O Bem Estar Social está correndo risco. Precisamos reivindicar porque as pessoas que fazem parte do país precisam ser assistidas e não excluídas”, conclui a secretária-Geral do Sindicato, Sandra Trajano.