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Representantes reunidos no Congresso dos Funcionários
do BB rejeitaram as
mudanças propostas pelo banco no custeio e na governança da Cassi. As
propostas da empresa envolvem mudança no estatuto, que só pode ser
alterado com quórum mínimo de 50% e voto favorável de 2/3 dos
associados. Na história da instituição, aprovação tão alta só ocorreu
com apoio consensual das entidades.
O banco pretende aumentar
definitivamente as contribuições dos associados para 4% e manter a
dele em 4,5%, criar cobrança por dependente sem levar em conta a
atual contribuição percentual sobre os salários, implantar `Voto
de Minerva´ para aprovar o que for do interesse do banco e entregar
duas diretorias para agentes do mercado de saúde, que somarão seu
voto aos dois indicados pelo BB. As medidas penalizam os associados de menor salário, que terão aumento de até 170% nas contribuições mensais
Para a secretária-Geral
do Sindicato dos Bancários de Pernambuco e funcionária do BB,
Sandra Trajano, o banco vem forjando um ambiente de insegurança. “A empresa está difundindo que a Cassi vai quebrar para fazer valer
suas propostas de retirada de direitos dos associados. Mas não poderá esconder que continua sendo a principal responsável pela saúde dos
funcionários. Além disso, tenta impedir que dirigentes e delegados
sindicais emitam opinião sobre o assunto ”, denuncia.
De
acordo com os representantes da Comissão de Empresa do BB (COE), se
o banco pretende alguma mudança, terá de negociar com a
Confederação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT),
sindicatos e entidades representativas e apresentar uma proposta
viável aos associados e que aumente também a contribuição do
banco.
“Não adianta a empresa impor uma proposta à diretoria e ao conselho da Cassi e depois
mandar os associados votarem, que não vai conseguir aprovar. Esse foi o tom dos congressistas”, alerta o coordenador da COE, Wagner Nascimento.