Sindicato denuncia risco estrutural da agência Bradesco Casa Amarela ao CREA e à DRT

O Sindicato dos Bancários de Pernambuco está formalizando denúncia junto ao CREA-PE e à Delegacia Regional do Trabalho (DRT) contra as condições estruturais da agência do Bradesco Casa Amarela, no Recife, após episódios de infiltração de água, queda de placas do teto e risco à segurança de trabalhadores e clientes.

O problema começou após as fortes chuvas registradas na capital pernambucana, quando a água infiltrada pelas telhas se acumulou na laje da unidade e provocou, no dia 10 de abril, o desprendimento das placas que revestem o teto do primeiro piso da agência. Durante o incidente, uma trabalhadora chegou a ser atingida.

Após o ocorrido, a agência chegou a permanecer fechada por alguns dias. No entanto, a única medida adotada pelo banco foi a instalação de escoras metálicas provisórias no teto dos banheiros e áreas afetadas do primeiro andar, sem solução definitiva para o problema estrutural.

As imagens do local mostram o teto completamente exposto, ferragens aparentes, sinais avançados de infiltração, placas destruídas e escoramentos sustentando a estrutura. Atualmente, parte do espaço segue apenas no reboco, sem forro, mantendo trabalhadores e clientes expostos ao risco.

O Sindicato também denuncia a falta de transparência do banco em relação às condições reais da estrutura. Em reunião realizada no dia 28 de abril com a diretoria regional do Bradesco, o banco assumiu o compromisso de apresentar um laudo da engenharia sobre a situação da unidade e os próximos encaminhamentos. Entretanto, até o momento, o documento não foi entregue e nenhuma solução definitiva foi implementada.

Para o presidente do Sindicato dos Bancários de Pernambuco, Fabiano Moura, a situação é grave e pode resultar em uma tragédia caso providências urgentes não sejam tomadas. “Estive pessoalmente no local e o que vimos dentro da agência é alarmante. Estamos falando de uma estrutura comprometida, com infiltração, ferragens expostas e escoras sustentando áreas de circulação de trabalhadores. O Bradesco foi alertado há semanas, assumiu compromisso de apresentar laudo técnico e resolver a situação, mas até o momento não nos foi dado resposta conclusiva para solução de um problema que coloca vidas em risco. Não vamos esperar acontecer uma tragédia para que medidas efetivas sejam tomadas”, afirmou.

Segundo o Sindicato, cerca de 30 trabalhadores atuam diariamente na unidade, além do fluxo constante de clientes e prestadores de serviço. Diante da ausência de garantias técnicas sobre a segurança do prédio, a entidade decidiu formalizar denúncia aos órgãos competentes, cobrando fiscalização urgente, apresentação do laudo estrutural e adoção imediata das medidas necessárias para eliminar o risco de desabamento e preservar a integridade física das pessoas que frequentam o local.

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