Terminou na última quinta-feira (29), em San José, capital da Costa Rica, a 3ª Cúpula da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac). Os principais assuntos foram a reaproximação entre Estados Unidos e Cuba e o fortalecimento da parceria comercial com a China.
Esse será o principal desafio do Equador, que assumiu a presidência da Comunidade ao fim da Cúpula. Os chineses prometeram duplicar o intercâmbio comercial na região e investir US$ 250 bilhões na próxima década.
“Os Estados Unidos já não são mais nosso sócio privilegiado. Agora, o sócio privilegiado é a China e também a Europa, a Rússia e muitos outros países”, disse o chanceler equatoriano Ricardo Patiño.
Fim do embargo a Cuba – Os 33 países membros da Comunidade vão aprovar uma declaração exigindo o fim do bloqueio econômico dos Estados Unidos a Cuba. Em seu discurso, a presidenta Dilma Rousseff elogiou a coragem e a responsabilidade histórica dos presidentes Barack Obama e Raul Castro, mas reforçou que é preciso acabar com o embargo econômico.
“Não podemos esquecer, todavia, que o embargo econômico, financeiro e comercial dos EUA a Cuba, ainda continua em vigor. Essa medida coercitiva, sem amparo no direito internacional, que afeta o bem-estar do povo cubano e prejudica o desenvolvimento do país”, declarou.
A presidenta ainda afirmou que diante do quadro de dificuldades econômicas e baixo crescimento, os países da região devem priorizar o comércio intrarregional.
Crise diplomática entre Venezuela e Colômbia – O encontro ocorreu em meio a uma crise econômica e diplomática da Venezuela com a Colômbia. Isso porque o ex-presidente colombiano Andres Pastrana foi até Caracas visitar oposicionista Leopoldo Lopez, que está preso. Nicolas Maduro anunciou que o encontro era uma “tentativa de golpe de Estado” financiada pelo “dinheiro do narcotráfico”.
Durante a cúpula, Maduro se reuniu com o presidente colombiano Juan Manuel Santos e Dilma Rousseff e afirmou que o apoio da Venezuela ao processo de paz na Colômbia continua “apesar dos ataques que nos façam em Bogotá”.