
Para
marcar o Dia Nacional de Luta em Defesa dos Funcionários do
Bradesco, o Sindicato dos Bancários de Pernambuco visitou nesta
quarta-feira (23) sete agências localizadas no bairro de Boa Viagem,
na Zona Sul do Recife. O Bradesco lucrou, nos primeiros nove meses
deste ano, R$ 12, 736 bilhões. Apesar do lucro exorbitante, o banco
cortou 4.790 postos de trabalho no mesmo período.
O
grupo teatral “Nós não fazemos novela” apresentou uma esquete
no interior das agências, com abordagem humorística sobre as
principais reivindicações do protesto como melhores condições de
trabalho, mais contratações, fim das metas abusivas, sobrecarga
gerada pela incorporação do HSBC, segurança bancária e
valorização dos funcionários.
Na
oportunidade, a presidenta do Sindicato, Suzineide Rodrigues,
dialogou com os trabalhadores sobre as dificuldades enfrentadas
durante o processo de incorporação do HSBC ao Bradesco. “Neste
momento é preciso pensar na unidade da categoria, pois o HSBC e o
Bradesco agora são um único banco. Estamos hoje lutando pela
garantia dos empregos de todos os funcionários”, afirmou. Ela
ainda ressaltou que caso haja algum tipo de assédio na empresa, os
bancários podem fazer denúncia anônima no Sindicato.
A
incorporação do HSBC ao Bradesco, em setembro deste ano, resultou
em uma série de transtornos para os trabalhadores e clientes. Com as
agências superlotadas, os funcionários ficaram sobrecarregados e
trabalhando além dos seus horários. Outro problema é que os
ex-funcionários do HSBC não receberam o treinamento necessário
para dominar os sistemas internos do Bradesco. Os clientes, por sua
vez, ficaram com parte dos seus cadastros incompletos e com
dificuldade de contactar os canais de soluções oferecidos pelo
banco.
Segundo
o secretário de Bancos Privados do Sindicato, Adeíton Filho, os
problemas enfrentados pelos funcionários do Bradesco em Pernambuco
são semelhantes aos dos funcionários dos demais Estados. “Estamos
protestando contra a geração de demissões que o Bradesco tem
feito, principalmente de funcionários antigos. Isso gera insegurança
para os funcionários que continuam trabalhando, pois eles não sabem
se vão estar com o emprego garantido no dia seguinte”, afirma.