Em
reunião realizada nesta quinta-feira, 1º de dezembro, em Brasília,
representantes dos empregados que formam o GT Saúde Caixa debateram
com o banco sobre o plano, que é uma das maiores conquistas
históricas dos empregados. Os trabalhadores cobraram melhorias e a
CAIXA esclareceu que os problemas enfrentados com descontos e
reembolso são temporários.
O
Saúde Caixa, plano de saúde dos trabalhadores da CAIXA, e seu
modelo de custeio, que consta no Acordo Coletivo Aditivo, é uma
conquista da luta dos empregados. Ele é um plano de autogestão por
RH, que utiliza o CNPJ do banco, que ainda custeia toda a despesa
administrativa. A regra do modelo de custeio consta na íntegra no
Acordo Coletivo.
Todo
procedimento assistencial de saúde que o trabalhador usa no plano
deve ser custeado 70% pela empresa e 30% pelo conjunto dos
trabalhadores. Todos os empregados pagam, por mês, uma mensalidade
de 2% nos salários e, nos procedimentos médicos, 20% de
coparticipação, sendo limitada ao teto de R$ 2.400,00 ao ano.
Ao
chegar no fim do exercício anual, através do conselho dos usuários,
a CAIXA expõe os relatórios para os empregados e, no caso de os
trabalhadores terem pago mais que 30%, o banco tem valores devidos ao
plano. Este é o chamado superávit do Saúde Caixa, que tem sido
obtido nos últimos anos. O valor tem se acumulado, porém a CAIXA
parece não querer discutir a questão.
O
banco não estava trazendo informações aos trabalhadores há muito
tempo. Durante todo o ano de 2015, ocorreu apenas uma reunião do GT
de Saúde da CAIXA. Os trabalhadores cobraram um calendário de
reuniões para 2017 com reuniões mensais e o banco atendeu a
reivindicação, já marcando datas até março de 2017.
A
Contraf-CUT havia enviado um ofício, no dia 10 de novembro, cobrando
esclarecimentos da CAIXA sobre o reembolso que estava suspenso, sobre
cobranças acima do teto anual de R$ 2.400,00, descontos na conta
salário dos empregados, entre outras questões. O banco aproveitou a
oportunidade para esclarecer os temas, dizendo tratar-se da
instalação do novo sistema do Saúde Caixa.
Em
relação à retomada imediata de reembolsos, os integrantes do GT de
Saúde receberam várias denúncias de trabalhadores que não estavam
sendo reembolsados pela CAIXA.
O
banco reconheceu que, devido à instalação de um novo sistema, os
prazos, que eram de 15 a 30 dias, estavam levando de 60 a 90 dias
para serem cumpridos. Segundo a CAIXA, ao final de dezembro, por
conta de normalização das rotinas e instalação do novo sistema,
os reembolsos voltarão à normalidade.
Além
destes pontos, os trabalhadores também reclamaram de cobranças
indevidas de débito e crédito em conta corrente ao invés da folha
de pagamento, assim como cobranças acima do teto anual de R$
2.400,00. A CAIXA esclareceu que estes acertos também vão ser
normalizados, ao final de dezembro, com a implantação do novo
sistema.
Outras
questões apresentadas pelos representantes dos empregados foram a
retomada do debate do Plano Superávit, Revisão dos Normativos
relativos ao Plano RH 043 e a implantação do Prontuário
Eletrônico.
A
CAIXA apresentou balanços financeiros do plano referentes a 2015,
onde a proporção de custeio pago pela CAIXA foi de aproximadamente
69,5%. Os representantes dos trabalhadores vão analisar os números
para debate-los com o banco nas próximas reuniões. As próximas
mesas estão marcadas para 20 de dezembro deste ano e 16 de janeiro
de 2017.