Após o anúncio de reestruturação do Banco do Brasil (BB), a Caixa Econômica Federal (CEF) planeja tomar medidas semelhantes: reduzir agências a postos de atendimento, criar um plano de incentivo à aposentadoria e, inclusive, fechar agências que apresentaram resultados considerados insatisfatórios.
Nesse contexto, o Sindicato dos Bancários de Pernambuco vai promover uma palestra sobre “A Importância da Caixa 100% Pública” ministrada pela ex-presidente da CEF, Maria Fernanda Coelho. A agenda acontece no próximo dia 21 de dezembro, a partir das 19h, na sede da entidade.
Para a presidenta do Sindicato, Suzineide Rodrigues, esse debate já vem sendo feito com a categoria desde que o ilegítimo presidente, Michel Temer, apresentou seu programa ultraliberal “Ponte para o Futuro”. “As medidas para a privatização dos bancos públicos já estão em curso. Nós, bancários, precisamos sair do estado de estagnação e reagir”, exclama.
De acordo com a secretária suplente de Bancos Públicos do Sindicato, Ísis Monteiro, a base está apreensiva frente aos cortes de funções que atingiram o BB e, possivelmente, também ocorrerão na CEF. “Esse processo de ataque aos bancos públicos, conduzido pela ótica da política neoliberal, vai exigir de nós uma forte mobilização” avalia.
As entidades representativas dos funcionários da Caixa já estão cobrando quais serão os critérios utilizados para determinar se uma agência apresenta resultados satisfatórios ou não. Conforme avaliação da categoria, a direção da CEF não deveria levar em consideração apenas as movimentações financeiras feitas nas unidades. Enquanto banco 100% público, cujo papel social é de extrema relevância, é necessário mensurar o retorno social de cada agência.
“Afinal, além dos serviços bancários, os cidadãos buscam na Caixa o acesso a benefícios e direitos como Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), Programa de Integração Social (PIS) e Bolsa-Família, além dos financiamentos habitacionais para pessoas de baixa renda”, adverte Ísis. Ela destaca ainda que a redução do quadro de funcionários terá, como consequência, a sobrecarga de trabalho para os empregados e a precarização do atendimento, principalmente das demandas sociais.