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Sindicato dos Bancários de Pernambuco, por
meio da Secretaria de Saúde, realizou mais de 6 mil atendimentos aos bancários,
neste ano. A entidade emitiu 660 Comunicações de Acidentes de Trabalho (CAT),
que registram as ocorrências de acidentes ou doenças ocupacionais.
Além
de orientar e acompanhar os trabalhadores em casos de problemas de saúde, a
entidade atua nas articulações e negociações nessa área.
Na
Campanha Nacional 2016, os bancários garantiram a validade de dois anos para
Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria.
Um
dos benefícios dessa conquista é a possibilidade de discussões mais avançadas
nas mesas temáticas de negociação. Na área da Saúde, as prioridades são o
combate ao assédio moral institucional e a prevenção das doenças ocupacionais.
Segundo
o secretário de Saúde do Sindicato, Wellington Trindade, o Coletivo Nacional de
Saúde da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf),
do qual ele faz parte, já apresentou à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban)
a proposta de que as mesas de negociação da área tornem-se mais frequentes.
Caso a proposta seja aprovada, as reuniões trimestrais passarão a ser mensais.
“Na
mesa de negociação, queremos discussões e resoluções acerca do assédio moral
organizacional e da participação efetiva dos sindicatos no Programa de Retorno
ao Trabalho, previsto na cláusula 45 da CCT”, afirma Wellington.
Para
o dirigente sindical, uma das maiores conquistas da CCT 2016/2018 foi a
correção da cláusula 45. Com a alteração, o texto adequou-se ao que determina a
Constituição Federal: a habilitação do trabalhador, no processo de retorno ao
trabalho, deve ser feita pela Previdência Social e não pelo empregador.
“Após
a correção, o problema que enfrentamos é conseguir a efetiva participação dos
sindicatos no programa de retorno ao trabalho. Os bancos têm criado uma série
de dificuldades para que não façamos a devida fiscalização”, relata Wellington.
Campanhas
No
início de 2017, o Sindicato estará engajado na campanha de conscientização,
promovida pela Contraf, sobre a autonomia dos trabalhadores no cuidado com a
saúde física e mental.
“É
comum os bancários vincularem a realização de exames e tratamentos médicos à
autorização dos bancos, mas isso não é necessário. O trabalhador tem o direito,
previsto em lei, e a autonomia para cuidar da própria saúde”, ressalta
Wellington.
O Sindicato também
promoverá as próprias campanhas de prevenção de doenças ocupacionais, além que
das que já participa como o Outubro Rosa e o Novembro Azul, que atuam na
prevenção do câncer de mama e próstata, respectivamente.