Bancários protestam contra aumento do Saúde Caixa

Os
empregados da Caixa de todo o país realizam nesta terça-feira (31),
o Dia Nacional de Luta em Defesa do Modelo de Custeio do Saúde
Caixa. Em Pernambuco, o Sindicato dos Bancários irá aderir ao
movimento para denunciar a intransigência da direção da estatal,
que comunicou novos valores a serem cobrados dos assistidos pelo
plano a partir de 1º de fevereiro, sem negociar com os
representantes dos empregados.

Com início às 10h,
representantes do Sindicato somam-se ao movimento realizando ato na
Superintendência Administrativa da Caixa, na Ilha do Leite, centro
do Recife. O objetivo é denunciar a ilegalidade da medida e
esclarecer os empregados sobre a cláusula 32ª do acordo aditivo à
Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), que estabelece a manutenção
dos percentuais de mensalidade, da coparticipação e do valor para o
teto.

Na
última quinta-feira (26), a direção da Caixa informou que a
mensalidade dos trabalhadores da ativa e aposentados irá aumentar de
2% para 3,46% da remuneração base; a coparticipação das despesas
assistenciais subirá de 20% para 30% e o valor limite da
coparticipação passará de R$ 2.400 para R$ 4.200. Nesse último
caso, toda vez que o assistido ultrapassar esse gasto, o complemento
será feito pela Caixa.

“Trata-se
de um novo golpe do governo Michel Temer e seus comparsas da direção
do banco contra os empregados da Caixa. Vamos impetrar ações
judiciais para cancelar os reajustes arbitrários e ilegais”,
assegura
a
presidenta do Sindicato, Suzineide Rodrigues.

Diferentemente
do que a direção do banco afirma, as projeções indicam que o
plano será superavitário pelo menos nos exercícios de 2017 e 2018.
O relatório financeiro de 2016 aponta superavit da ordem de R$ 66
milhões. No acumulado, são quase R$ 700 milhões.

De
acordo com o ACT, aumentos devem ser negociados no Conselho de
Usuários e na mesa permanente, mediante a apresentação de números
que mostrem a necessidade. Também segundo o acordo, cabe aos
titulares arcarem com 30% das despesas assistenciais, e a Caixa com
70%. hoje, porém, trabalhadores e trabalhadoras pagam mais de 30%.
Com os aumentos anunciados na semana passada, essa porcentagem será
ainda maior.

Para
o secretário de Saúde do Sindicato, Wellington Trindade, a medida
representa um descumprimento do acordo que obriga o banco a negociar
com os empregados as mudanças no plano de saúde. “Esse
comunicado é reflexo da intransigência e unilateralidade do governo
e da direção da Caixa no que diz respeito às decisões que afetam
diretamente os empregados. Não houve diálogo com o movimento
sindical e os empregados foram surpreendidos”, denuncia.

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