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O povo brasileiro foi às ruas, hoje (18), protestar mais uma vez contra
o governo ilegítimo de Michel Temer. No Recife, o Sindicato dos
Bancários de Pernambuco participou da manifestação que reuniu mais
de 10 mil pessoas na Praça da Democracia, no Derby, e seguiu até a
Avenida Guararapes, no bairro de Santo Antônio.
O
ato, convocado pelas centrais sindicais e frentes populares, acontece
um dia após a divulgação da denúncia de áudio no qual Temer
aparece tentando comprar o silêncio do ex-presidente da Câmara,
Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
A
ação dos manifestantes visa garantir que uma nova eleição seja
realizada e assim o presidente golpista – e agora comprovadamente
corrupto – seja deposto. Além disso, eles lutam para que as
reformas que ferem diretamente os direitos dos trabalhadores sejam
anuladas.
Para
a presidenta do Sindicato dos Bancários, Suzineide Rodrigues, os
trabalhadores devem continuar indo às ruas, exigindo uma mudança
efetiva. “Estamos aqui hoje reivindicar Eleições Direta Já! O
povo brasileiro tem o direito de escolher, democraticamente, quem vai
governar o país. Não vamos aceitar um presidente biônico aos
moldes da ditadura”, declarou.
Na
passeata estiveram representadas diversas entidades sindicais, entre
elas, trabalhadores rurais, metalúrgicos, professores; e vários
segmentos sociais como mulheres, negros, LGBTs, juventude, entre
outros. Uma grande onda de indignação tomou conta das ruas do
Centro do Recife e palavras de ordem como Fora Temer e Diretas Já
chamaram a atenção de quem passava pelo local.
O
presidente da Central Única de Trabalhadores (CUT), Carlos Veras,
saudou os presentes. “Contamos aqui mais de 10 mil trabalhadores
demonstrando resistência. Precisamos restabelecer o estado
democrático de direito. Vamos, unidos, exigir a deposição imediata
de Temer e dizer não às reformas trabalhistas”, afirmou.
A
diretora da Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro do
Nordeste (Fetraf-NE), Tereza Souza, também elogiou o ato. “Hoje é
um dia histórico para o Brasil, pois estamos vendo as máscaras
começando a cair. Mais do que nunca precisamos salvar a democracia
como condição para nossa sobrevivência sociopolítica”,
concluiu.