Conferência dos bancários aponta para maior organização da classe trabalhadora

A
primeira agenda da manhã de hoje(29) da 19ª Conferência Nacional
dos Bancários coloca sobre a mesa o tema “Conjuntura política
nacional e internacional”. Os painelistas não apenas apresentaram
dados e análises, mas também provocaram a plenária para debater as
estratégias de superação diante das reformas trabalhista e
previdenciárias e seus consequentes desmontes dos bancos públicos e
da precarização das relações de trabalho nos privados.

O
conjunto dos palestrantes retrata uma conjuntura nacional e
internacional nefasta e aponta para a necessidade de maior
organização da classe trabalhadora para enfrentar os golpismos no
Brasil e no mundo.

Compuseram
a mesa o presidente
da Central Única dos Trabalhadores–Nacional(CUT),Vagner Freitas; o
coordenador da Confederação Sindical das Américas(CSA), Rafael Freire
Neto, o
coordenador
da Intersindical, Edson Carneiro e
o o
presidente da Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB), Augusto
Vasconcelos.

Para
o presidente
da CUT Nacional, Vagner
Freitas os
desmontes dos direitos trabalhistas devem extrapolar o limite da
legalidade.“O
maior motivo da reforma trabalhista no Brasil não era apenas acabar
com a
organização sindical.
O que os empresários fizeram mesmo foi acabar com a Justiça do
Trabalho para que o Estado perca
o poder de regular as relações entre
trabalhador e patrão. Entretanto,
não havendo sindicato, o crime organizado vai tomar conta de boa
parcela do sindicalismo brasileiro. Os empresários vão pagar um
preço muito alto por isso”, alertou.

Na
opinião do
coordenador da CSA, Rafael Freire
Neto, o Brasil tem um papel estratégico no combate ao projeto
ultraliberal. “Lamentavelmente,
nosso país está capitaneando os retrocessos sociais na América
Latina e, sendo assim, é maior ainda nossa responsabilidade de unir
a classe trabalhadora de todas as américas para enfrentar com
altivez o golpismo em nível mundial. De acordo com Freire Neto, está na hora de percebermos que “se o problema é global, a resposta tem de ser global. No nosso caso, tem de ser regional, para toda a América Latina. Por isso, espero que os bancários estejam juntos, como sempre estiveram, de toda a classe trabalhadora na luta pela defesa dos nossos direitos”, convocou.


na perspectiva do presidente da CTB, Augusto Vasconcelos, é
necessário levar em consideração a realidade e aponta saídas.
“Precisamos
fazer uma luta para valer, para transformar o Brasil. Precisamos
trazer setores do golpe para o nosso lado. Isso significa ter uma
política ampla para derrotar o Rodrigo Maia e Temer. Precisamos
aproveitar as contradições do seio da burguesia para atrair pessoas
para o nosso lado. Temos de trazer parcelas do setor industrial.
Precisamos nos unir para construir uma política soberana, inclusão
social e preservação dos direitos”, afirmou.

De
acordo com o coordenador da Intersindical,
Edson
Carneiro
ndio“>),
diante da atual crise do capitalismo, o país foi conduzido pelo pior
caminho.

“A maioria dos países que enfrenta uma crise semelhante adotou
medidas restritivas e o Brasil optou por medidas legalizantes.
Estamos completamente abertos aos interesses do rentismo. E as
classes mais baixas da sociedade são quem pagam as contas”,
criticou.

Durante
o debate, os participantes responderam de modo inflamado às questões
apresentadas pelos palestrantes. Cerca de dez delegados
inscreveram-se para apresentar suas perspectivas e propostas a fim de
contribuir ao desenvolvimento das linhas de atuação da categoria
para a construção do plano nacional de lutas.

A
programação segue à com uma mesa
sobre
“Defesa
do Emprego frente às novas tecnologias”, com a presença da
técnica do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos
Socioeconômicos (DIEESE), Vivian Rodrigues; e, do representante da
Associação 28 de Agosto, Moisés Marques. 

No turno da tarde, entra em pauta o debate sobre a “Reforma trabalhista”, lastreado nas palestras do
senador da República, Roberto Requião; do coordenador do
Dieese,Clemente Ganz Lucio; e, da professora da Universidade Federal
de Minas Gerais (UFMG), Daniella Muradas. O quarto e último tema do dia é a “Reforma previdenciária”, subsidiada pela palestra
da professora da Universidade do Rio de Janeiro (UFRJ), Denise Lobato
Gentil.

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