Sindicato mobiliza bancários do BB para a luta contra o aumento das mensalidades da Cassi

O Sindicato visitou uma
série de agências e departamentos do Banco do Brasil, nesta
quarta-feira, dia 21, para mobilizar os bancários para a luta contra
o aumento
da
mensalidade da Cassi. Durante
as visitas, os dirigentes sindicais distribuíram um
material preparado pela Contraf-CUT, com informações completas
sobre a intenção da direção do BB obrigar a caixa de assistência
a aumentar a mensalidade dos associados em 50%, passando a cobrar
4,5% dos salários dos ativos ou dos benefícios dos aposentados
(veja o jornal aqui).

Segundo
a secretária de Assuntos da Mulher do Sindicato e funcionária do
BB, Sandra Trajano, os diretores indicados pelo banco na Cassi também
querem suspender programas de saúde, como o PAC. “Esse plano, por
exemplo, tem por objetivo garantir o tratamento adequado a cerca de
10 mil pacientes crônicos, além de reduzir o número de dias de
internação. As intenções do BB com a Cassi são um verdadeiro
ataque aos nossos direitos. Essas reuniões visam mobilizar os
funcionários para enfrentarmos esses problemas que o banco está
criando”, diz Sandra.

Para a secretária de Finanças do
Sindicato, Suzineide Rodrigues, o Banco do Brasil pretende equilibrar
as contas da Cassi passando o problema exclusivamente para os
associados. “E isso nós não vamos permitir. A Cassi é muito
importante para os bancários do BB e o banco tem totais condições
de investir mais na caixa de assistência”, afirma Suzi.

Os
sindicatos e dirigentes eleitos da Cassi defendem, entre outros
pontos, o aprofundamento da Estratégia de Saúde da Família,
fortalecendo as Clinicassi, investindo na medicina preventiva,
melhorando o atendimento aos associados e reduzindo despesas. Este é
o modelo de saúde mais avançado existente no mundo hoje.

“O
banco sabe muito bem que qualquer aumento de mensalidade depende de
alteração estatutária, que só pode ser feita pelo voto dos
associados. Em vez de dialogar e negociar com os representantes dos
associados, quer apelar para corte de direitos. O movimento sindical
não vai aceitar as pressões do banco e vai organizar a luta pelo
fortalecimento e preservação da Cassi”, adverte Wagner
Nascimento, coordenador da Comissão Nacional dos Funcionários do
BB.

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