Sindicato participa de seminário sobre abertura de capital da Caixa, em Alagoas

O Sindicato participou
na noite desta quinta-feira, dia 5, de mais um seminário em defesa
da Caixa Econômica Federal 100% pública. Desta vez, o debate foi
realizado em Maceió, pelo Sindicato dos Bancários de Alagoas. O
evento deu sequência às atividades de mobilização contra a
abertura de capital da Caixa.

A secretária de Comunicação
do Sindicato e empregada da Caixa, Anabele Silva, integrou a mesa que
comandou os debates. “Foi uma discussão muito rica, que reforça a
nossa luta contra a abertura de capital da Caixa. Vários sindicatos
estão realizando seminários parecidos em todo o país”,
explicou.

No último dia 10, o Sindicato de Pernambuco
realizou um seminário que destacou a importância da manutenção da
Caixa 100% Pública (leia
mais
). Antes, os bancários de Pernambuco haviam
participado de outro seminário sobre o tema, promovido pelo
Sindicato do Ceará (
leia
aqui
).

Em Alagoas – O debate foi
coordenado pelo representante dos trabalhadores no Conselho de
Administração da Caixa, Fernando Neiva, que esclareceu dúvidas e
conscientizou os participantes sobre as intenções da proposta, bem
como as consequências que podem advir de uma mudança na estrutura
da empresa.

O conselheiro eleito reforçou a posição do
movimento sindical contrária à medida. “A sociedade brasileira
é a dona da Caixa. O banco é detentor de grandes políticas sociais
e políticas públicas, como o Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida,
o FGTS, depósito judiciais, penhor e muitas outras. Banco privado
pensa somente no lucro. Essa é uma das razões pelas quais a
abertura de capital da Caixa não é salutar para a sociedade e nem
para nós, empregados e empregadas. A luta do movimento sindical é
pelo fortalecimento dos bancos públicos e por isso vamos lutar até
o fim”, declarou Fernando Neiva.

Os bancários e
representantes de entidades que participaram do debate foram unânimes
em destacar a importância do papel da Caixa para os brasileiros e o
risco que os projetos sociais do banco correm caso o capital da
empresa seja aberto. Além do mercado abrir brechas para a
privatização, dando espaço para o interesse privado.

Para o
presidente do Sindicato de Alagoas, Jairo França, é importante que
todos os trabalhadores se mantenham unidos e engajados na luta,
diante da possibilidade de abertura do capital. “Não podemos
baixar à guarda! Não lutamos para o retrocesso. Não vamos admitir
redução de direitos trabalhistas e precarização de serviços em
nome do lucro. A Caixa 100% pública faz parte do modelo de país que
defendemos”, falou Jairo França.

No ABC paulista –
No mesmo dia, o Sindicato dos Bancários do ABC promoveu o
seminário “A Caixa que Queremos” na sede social da
entidade, em Santo André (SP). O encontro reuniu mais de 100
empregados do banco na região e representantes de entidades
sindicais e associativas, que apresentaram painéis sobre três
temas: as negociações em curso, a importância da manutenção da
Caixa 100% pública e os planos de aposentadoria administrados via
Funcef.

A mesa de abertura foi composta pela diretora do
Sindicato e representante dos empregados no Conselho de Administração
(CA) da Caixa, Maria Rita Serrano; a coordenadora da Comissão
Executiva dos Empregados (CEE-Caixa) e diretora da Fenae, Fabiana
Matheus; o presidente da Funcef, Carlos Caser; a diretora da
Apcef-SP, Ivanilde Moreira Miranda, e a diretora da Fetec-SP,
Jackeline Moreira.

Rita Serrano apresentou dados sobre o
desempenho da Caixa tanto do ponto de vista social quanto financeiro,
destacando os excelentes resultados nas duas frentes. “Nos anos
1990 o movimento sindical indicava que a Caixa deveria ser social,
mas rentável. O banco incorporou essa ideia e usou a expertise de
atuação na área social para ampliar o desempenho financeiro”,
comparou.

Ela apresentou ainda uma pesquisa realizada com os
bancários no Grande ABC sobre o tema de abertura de capital da
Caixa. De acordo com o estudo, 55% são contrários à iniciativa,
34% favoráveis e 11% não souberam responder. Especificamente entre
os trabalhadores da Caixa na região, 97% se manifestaram contrários
à abertura de capital do banco.

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