Sindicato pressiona os bancos em mais um dia de atividade da Campanha

O
Sindicato realizou nesta quinta (20)
mais um dia de atividades nas agências para conversar com bancários
e clientes sobre a Campanha Nacional 2015.
Com uma bem-humorada peça teatral, o grupo percorreu a agência do
Santander e o prédio da Caixa da Ilha do Leite; Banco do Brasil da
Paissandu; Itaú, Bradesco, HSBC e BNB da Agamenon Magalhães.

“Os
banqueiros começaram muito mal as negociações, negando todas as
reivindicações dos trabalhadores para garantia dos empregos. Temos
que estar mobilizados e nos preparar para uma batalha dura”,
conclama a presidenta do Sindicato, Suzineide Rodrigues.

Ela
refere-se à negociação realizada no dia anterior ao ato,
quarta-feira (19).
Durante
a reunião, a Fenaban negou haver demissões e seus dirigentes também
se mostraram contrários à Convenção 158 da OIT (Organização
Internacional do Trabalho), que disciplina o término de contrato de
trabalho pelo empregador e determina a necessidade de justificativas
para a dispensa.

Somente de janeiro a junho deste ano, de
acordo com dados do Caged, o setor bancário cortou 2.795 empregos.
Esse número aumenta para 22 mil quando analisado o período de
janeiro de 2012 a junho de 2015. No início dos anos 1990, o Brasil
tinha 732 mil bancários. Em 2013, esse número caiu para 511 mil,
segundo a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), do
Ministério do Trabalho e Emprego. No momento, 21 mil bancários do
HSBC, adquirido pelo Bradesco, ainda correm risco de demissão.

>> Leia mais sobre a negociação desta quarta

Segundo
a secretária de Comunicação do Sindicato, Daniella Almeida, as
reivindicações dos bancários têm tido boa receptividade tanto
entre os trabalhadores da
categoria quanto entre a
população. “Esse é o grande objetivo destas primeiras atividades
da Campanha: conversar com bancários para prepará-los para a
mobilização e
buscar o apoio dos clientes. E percebemos que a população está do
nosso lado e apoia nossas reivindicações”, diz Daniella.

Próximas
rodadas

A
entrega da pauta de reivindicações dos bancários ocorreu no dia 11
de agosto. A segunda rodada de negociações ficou marcada para os
dias 2 e 3 de setembro, com os temas saúde e condições de
trabalho.

Entre os itens principais da pauta dos bancários
estão o índice de 16% (reposição da inflação mais aumento real
de 5,7%, acima da inflação), o piso salarial no valor de R$ R$
3.299,66 e a PLR (três salários base mais parcela adicional fixa de
mais R$ 7.246,82). Reivindicam ainda melhores condições de
trabalho, com o fim das metas individuais e abusivas.

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