Itaú nega demissões, mas Sindicato está atento para proteger empregos

“Houve um
mal-entendido”. Esta foi a explicação dos representantes do banco
Itaú, dada ao Comando Nacional dos Bancários, em reunião realizada
nesta quarta-feira (23) em São Paulo. O objetivo do encontro foi o
de esclarecer as declarações do diretor da Área de Varejo do Itaú,
Marco Bonomi, sobre o fechamento de agências e cortes de postos de
trabalho na instituição financeira.

Segundo os
representantes do Itaú, Bonomi foi mal interpretado pela imprensa.
Na reunião desta quarta, a direção do banco negou o fechamento de
agências e a eliminação de postos de trabalho.

“Apesar da
garantia dada pelo banco, vamos ficar atentos a qualquer movimentação
do Itaú que atinja o emprego dos bancários”, afirma o secretário
de Assuntos Jurídicos do Sindicato, João Rufino, que representa
Pernambuco na Comissão Nacional dos Empregados do Itaú.

Segundo
Rufino, mesmo que tenha havido um mal entendido com as declarações
do diretor do Itaú, os funcionários têm motivos para ficar
preocupados. “Apesar do lucro de R$ 12 bi que o banco registrou nos
primeiros seis meses deste ano, o Itaú tem fechado postos de
trabalho. Nos últimos doze meses, o banco eliminou 2.392 empregos e
fechou 43 agências”, conta.

Para piorar a situação, em
agosto, durante uma reunião de acionistas, Bonomi disse que em três
anos o banco fecharia 15% das cerca 4 mil agências físicas que
possui em todo o país e, em 10 anos, metade das chamadas “agências
tijolo” deveriam ser extintas. O Itaú conta hoje com 90 mil
funcionários, dos quais 60 mil em agências, portanto, a estratégia
poderia resultar no corte de 30 mil empregos.

PCR e Bolsa
de Estudo –
Os representantes dos trabalhadores também
entregaram uma carta ao banco Itaú sobre o Programa Complementar de
Resultados (PCR), onde reivindicam a correção dos valores previstos
em acordo, com a vigência de dois anos, ou seja, um valor condizente
com os altos lucros que o Itaú vem obtendo, de 23,5%, passando a R$
5.100.

No tocante às concessões de Auxílio-Educação aos
funcionários do banco mediante acordo, definiu-se pela reivindicação
da atualização dos valores praticados, em 23,5%, passando a R$
392,50.

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Clique aqui para ver a carta enviada ao banco

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