Diretores do Sindicato
reuniram-se, nesta semana, com bancários de várias agências do
Banco do Brasil, da Caixa e do BNB para conversar sobre a Campanha
Nacional. O objetivo é mobilizar os bancários para a greve, marcada
para 6 de outubro.
A secretária-geral do Sindicato, Sandra
Trajano, e o também diretor da entidade, Cléber Rocha, foram às
agências do BB Cidade Universitária, Centro e Avenida Norte. E
junto com os diretores Luiz Henrique e Wellington Trindade,
conversaram com os bancários que trabalham nos quatro andares do BB
no Edifício Capiba.
Sandra conta que os diretores têm
explicado aos bancários o andamento de todo o processo de negociação
com os bancos. “Praticamente não tem havido negociação. Nós
falamos, apresentamos nossos pleitos e não temos respostas dos
bancos. Não há diálogo”, afirma a secretária-geral.
Cléber
explica que o Sindicato tem chamado os bancários para participar de
maneira efetiva da greve. “Não adianta ficar dentro da agência,
trabalhando, durante a greve. Não vai haver avanços nas
negociações, se não houver uma paralisação forte”, reforça o
diretor.
Nessa quinta-feira, dia 24, a secretária de
Comunicação do Sindicato, Daniella Almeida, e a também diretora do
Sindicato, Ísis Monteiro, reuniram-se com os bancários da agência
Teatro Marrocos, antes no início do expediente.
“A reunião
durou cerca de uma hora. Os bancários demonstraram preocupação
quanto ao atendimento das nossas reivindicações, dada à atual
conjuntura do país. E já estão se preparando para a greve”,
afirma Daniella.
Apenas na agência Teatro Marrocos, dez
bancários aderiram ao Programa de Apoio à Aposentadoria (PAA), em
2015, e as vagas geradas não foram repostas. “Essa é maior
agência de Pernambuco. Antes do PAA, ela já sofria com um número
insuficiente de empregados. Com menos dez funcionários, a situação
está impraticável. Os empregados estão visivelmente
sobrecarregados”, relata a secretária de Comunicação, que é
empregada da Caixa.
Ísis, que trabalha na Teatro Marrocos,
ressaltou para os colegas que a Campanha Nacional é o momento em que
a unidade da categoria deve ser reforçada. “Esse é o momento de
esquecer a alta performance e estarmos juntos pela valorização
coletiva. Para trabalharmos motivados, precisamos de boas condições
de trabalho e de bons salários. Aproximem-se do Sindicato, para
fazermos uma greve forte”, convoca a diretora.
Quando cita a
alta performance, a dirigente refere-se às metas cada vez maiores
estabelecidas pela Caixa, sem pessoal necessário para alcançá-las,
e ao plano do banco de implantar o modelo de Gestão por Desempenho
Pessoal (GDP). Trata-se de uma avaliação individual dos
funcionários, que incentiva a competitividade e o individualismo dos
bancários. “Esse é o modelo de gestão de bancos privados, que
geram tantos prejuízos para os bancários. Não aceitamos que ele
seja implementado na Caixa”, completa Ísis.
Banco
do Nordeste – O secretário de Assuntos Intersindicais,
Fernando Batata, e os também diretores do Sindicato, Rubens Nadiel,
Ricardo Vaz e Alan Patrício, reuniram-se, nesta sexta-feira, dia 25,
com os bancários das agência dos BNB Centro-Recife e dos
departamentos Central Pronaf e Central de varejo – todos
localizados no prédio do banco na avenida Conde da Boa
Vista.
Batata conta que, na agência, a conversa foi sobre o
andamento das negociações com os bancos, mas que nos departamentos
os encontros ocorreram depois de os bancos apresentarem a
contraproposta para os bancários. “Em todas as reuniões, os
bancários tiveram uma participação ativa”, afirma Batata.
Os
bancos ofereceram um 5,5% de reajuste, que está muito abaixo da
inflação de agosto deste ano (9,88%). O pleito da categoria era um
reajuste salarial de 16%. As demais reivindicações também não
foram atendidas. E o indicativo do Comando Nacional dos Bancários
indicou a rejeição da proposta e greve no próximo dia 6 (leia
mais) .
Rubens conta que a proposta dos bancos
casou muita frustração nos bancários. “A proposta é
inaceitável. Agora, vamos fortalecer as mobilizações para a
greve”, destaca o diretor.
A assembleia do bancários de
Pernambuco, que deliberará sobre a proposta e a greve, está marcada
para o próxima quinta-feira, dia 1º, às 19h, na sede do Sindicato.
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