
Depois de 25 dias de
silêncio, a Federação dos Bancos (Fenaban) finalmente retomou as
negociações com os bancários e melhorou a proposta de acordo, em
reunião realizada na tarde desta terça-feira, dia 20. Apesar dos
avanços, o Comando Nacional dos Bancários considerou a proposta
insuficiente e a rejeitou de imediato. As negociações foram
interrompidas e prosseguem nesta quarta-feira, dia 21, às 14h, em
São Paulo.
Segundo a presidenta do Sindicato, Suzineide
Rodrigues, a nova proposta da Fenaban prevê um reajuste salarial de
7,5%. “Os bancos melhoraram o índice que era de 5,5% oferecido na
primeira proposta, antes da greve. Mas o reajuste ainda está bem
abaixo das reivindicações da categoria e não repõe nem mesmo a
inflação do período, que ficou em torno dos 10%. Por isso a
proposta foi rejeitada de imediato”, explica Suzi, que representa
Pernambuco no Comando Nacional dos Bancários.
Ela conta que
os bancos retiraram a proposta de abono de R$ 2,5 mil, pagos apenas
uma vez e não incorporados ao salário. “Reafirmamos para a
Fenaban que os bancários não aceitam redução de salários. E
esses 7,5% de reajuste representam uma redução de salário.
Deixamos claro que o índice deve ser maior que a inflação, para
mantermos a política de ganho real conquistada nos últimos anos”,
diz Suzi.
Para Roberto von der Osten, presidente da
Contraf-CUT, a retomada da negociação foi positiva. “Demonstra
vontade dos bancos de construir um acordo. Agora, apresentar uma
proposta de 7,5% foi ultrajante. Ela é menor até que a proposta de
5,5% mais um abono de R$ 2,500. Foi decepcionante. Esperamos que os
banqueiros realinhem essa posição e tragam para a gente uma
proposta, que seja reposição da inflação mais ganho real. É isso
que esperamos ouvir nesta quarta”, disse.
Banco do
Brasil – A direção do BB já informou ao Comando Nacional dos
Bancários que pretende fazer nova rodada de negociação específica
logo após encerrada a rodada com a Fenaban, nesta quarta. A Caixa e
o BNB não se manifestaram.
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