Sindicato cobra do Santander mais contratações e melhores condições de trabalho

Os sindicatos e o
Santander retomaram nesta quarta-feira, dia 18, as negociações do
Comitê de Relações Trabalhistas (CRT), que discute de forma
permanente a pauta de reivindicações dos bancários. Entre os temas
debatidos na reunião estão a contratações de mais funcionários,
melhores condições de trabalho, melhorias nos planos de saúde,
isenção de tarifas para aposentados que não recebem complementação
do fundo de previdência e pendências relativas ao Programa Jeito
Certo (confira aqui
a íntegra da pauta).

Segundo Tereza Souza, diretora da
Fetrafi-NE (Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro do
Nordeste), esta foi a primeira negociação do CRT após a Campanha
Nacional dos Bancários. “Cobramos do Santander uma série de
pendências e esperamos avanços nas próximas rodadas de negociação.
Vale destacar que o Santander é o único banco privado do país que
tem um acordo aditivo, com mais direitos que a Convenção Coletiva
dos Bancários. Mas isso não é um presente do banco. É resultado
de muita luta e pressão dos funcionários”, diz Tereza.

Emprego
Embora o balanço do primeiro semestre de
2015 indique um aumento de 1.038 postos de trabalho em relação ao
mesmo período no ano passado, o mesmo balanço do Santander aponta
que aumentou a quantidade de contas correntes por funcionários e
diminuiu o número de trabalhadores por agência.

Isso
significa que aumentou a carga de trabalho para os funcionários.
Para resolver este problema é preciso realizar mais contratações,
uma reivindicação constante do movimento sindical em todas as mesas
de negociações com o banco que, mais uma vez, ficou devendo
respostas.

Condições de trabalho –
Os sindicatos
cobraram melhoria nas condições de trabalho. Entre
os pontos discutidos está o fim da imposição de compensação das
horas extras de acordo com a vontade do gestor.

Os sindicatos
deixaram claro para o banco que a compensação das horas deve ser
estabelecida em comum acordo entre o funcionário e o gestor. Não
pode ser uma imposição, sem diálogo.

Neste ponto, o banco
também demonstrou ter o mesmo entendimento e se comprometeu a enviar
um comunicado a respeito do assunto na próxima semana.

Os
bancários também reivindicaram o fim da pressão e das metas
abusivas e denunciaram a cobrança dos gestores através de
aplicativos como o Whatsapp, o que é proibido, de acordo com a
cláusula 36ª da Convenção Coletiva de Trabalho.

Planos
de Saúde
A representação sindical
também solicitou o reajuste no valor do reembolso das despesas
previstas nos planos de saúde e realizadas por profissionais não
conveniados. O Santander tem reajustado a contribuição dos
funcionários para o plano, mas o reembolso permanece
defasado.

Outra reivindicação é que o reajuste do plano de
saúde Cabesp, dos aposentados optantes, seja igual ao reajuste de
sua aposentadoria (INSS mais a complementação), para que continuem
pagando, desta forma, o percentual de 5% de seu salário, conforme o
artigo 18 do estatuto da Cabesp.

A nossa dos sindicatos é que
na próxima reunião do CRT, o Santander apresente avanços nas
reivindicações dos funcionários, muitas delas extremamente
urgentes.

Tarifas – Os
funcionários da ativa já conquistaram a isenção de tarifas
bancárias em negociação anterior dentro do CRT, mas a
reivindicação é ampliar esta isenção para funcionários
aposentados que não recebem complementação do fundo de
previdência.

Também são constantes as reclamações dos
trabalhadores sobre as taxas de juros. O percentual cobrado no
consignado para os funcionários chega a ser maior do que o praticado
para servidores públicos, o que caminha na contramão de uma
política de valorização dos funcionários.

Os sindicatos
reivindicaram a diminuição dos juros no crédito consignado e a
redução das taxas cobradas dos funcionários, as quais sofreram
reajuste de 4,9% para 6,9% em outubro. O Santander se comprometeu a
fazer um diagnóstico com a área responsável sobre os temas e
voltar a discutir o assunto na próxima reunião.

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