Bancários do HSBC planejam próximos passos da luta pela manutenção dos empregos

Representantes dos
bancários do HSBC de todo o país se reuniram em Curitiba para
debater os próximos passos na luta pela manutenção dos empregos,
que estão em risco por conta da venda do banco para o Bradesco. O
encontro foi realizado nesta quinta e sexta-feira, dias 19 e 20, e
também avaliou as ações já realizadas pelos sindicatos em defesa
do emprego dos trabalhadores.

O diretor do Sindicato, Alan
Patrício, representou os bancários de Pernambuco na reunião.
“Estamos acompanhando de perto todo o processo de fusão dos dois
bancos para garantir o emprego dos bancários. Aliás, os bancos já
afirmaram que não haverá demissões, mas queremos esse compromisso
por escrito”, diz.

Alan destaca que o Sindicato também
está pressionando o Bradesco para que não haja demissão. “O
banco já garantiu a incorporação dos cerca de 200 funcionários do
HSBC em Pernambuco, prevista para janeiro de 2016. Mas os bancários,
tanto do Bradesco como do HSBC, estão temerosos. O Sindicato está
atento e na luta, mas precisamos que os trabalhadores se mantenham
mobilizados para pressionar os dois bancos”, garante Alan.

O
encontro em Curitiba também contou com a presença do presidente da
Contraf-CUT, Roberto von der Osten, que garantiu que a Confederação,
junto com seus sindicatos e federações, se manterá ao lado dos
trabalhadores e irá empreender todas as ações necessários para
defender os empregos e os direitos da categoria. “Estamos
acompanhando todas as etapas de venda do HSBC ao Bradesco, com muita
preocupação em relação aos empregos nos dois bancos”,
afirma.

A coordenadora nacional da Comissão dos Empregados do
HSBC, Cristiane Zacarias, destaca que, além das inseguranças e
incertezas que rondam os bancários do HSBC, o processo de venda do
banco também gerou ainda mais assédio moral. “As pressões e
ameaças se tornaram mais intensas. Enquanto isso, os trabalhadores
continuam aguardando a assinatura do acordo que irá garantir os
direitos conquistados nos últimos anos”, explica.

Ações
jurídicas –
Em novembro, o Sindicato dos Bancários de
Curitiba entrou com um Mandado de Segurança que pede acesso ao Banco
Central às informações do processo de compra e venda. O BC já
oficializou sua posição contrária à abertura das informações,
por se tratar de um processo sigiloso, mas a ação ainda não foi
julgada. Agora, os bancários aguardam o julgamento, que deve
acontecer nos próximos dias.

Luta internacional – A
preocupação dos bancários brasileiros com o emprego no HSBC foi
levada, inclusive, para a 18ª reunião do Comitê Executivo Mundial
da UNI Global Union, que aconteceu em 11 de novembro, na Suíça. O
presidente da Contraf-CUT sugeriu, durante os debates, que a UNI
interpele o governo britânico.

“No Brasil, denunciamos que
21 mil famílias estão inseguras e que o HSBC recebeu um banco
saneado, lucrou por 18 anos e, por decisão burocrática da sua
estratégia global, resolveu abandonar o país”, lembra.

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