Os
bancários mostraram ao presidente golpista Michel Temer a força dos
trabalhadores brasileiros, com a primeira greve nacional depois que ele tomou o
poder. Foi uma paralisação histórica de 31 dias.
Desde
o início das negociações, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) mostrou
para que veio, com uma proposta rebaixada de 6,5%, mas os bancários não se
intimidaram. Pernambuco deu exemplo de resistência com 75% de adesão, desde o
primeiro dia, chegando a quase 100% ao longo da greve.
A
categoria lutou bravamente pela reposição da inflação mais 5 % de ganho real.
“O índice de 8% de reajuste salarial, mais o abono de R$ 3.500, não foi o
acordo ideal, mas representa uma vitória da categoria, dada a conjuntura
política em que ocorreu a Campanha Nacional”, avaliou a presidenta do Sindicato
dos Bancários de Pernambuco, Suzineide Rodrigues.
A
entidade enfrentou a ofensiva da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em
Pernambuco para criminalizar o movimento sindical. Houve, inclusive, uma ação
judicial para prender a presidenta.
A
validade de dois anos da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) assinada em 2016,
a garantia da reposição da inflação com ganho real de 1% em 2017 e o abono dos
31 dias de greve foram as grandes conquistas da categoria.
“Em 2017,
enfrentaremos o desafio de ampliar nossos direitos nas cláusulas não econômicas
da CCT e nos acordos específicos, bem como a luta em defesa dos bancos
públicos. Convocamos todas as bancárias e bancários a estarem juntos conosco,
pois 2016 provou que o tema da Campanha Nacional estava correto: Só a luta nos
garante!”, ressalta Suzineide.