Aumenta a insegurança bancária em Pernambuco

De
acordo com o levantamento feito pelo Sindicato dos Bancários de Pernambuco, as
investidas criminosas contra bancos cresceram neste ano, em comparação com
2015, quando aproximadamente 130 explosões e arrombamentos foram registrados.
Entre 1º janeiro e 26 de dezembro de 2016, ocorreram 266 investidas criminosas
contra agências bancárias e carros-fortes em Pernambuco.

Ao longo de 2016, o
Sindicato se colocou à disposição do Governo do Estado, das Prefeituras e dos
bancos, para colaborar com a construção de soluções de enfrentamento à
violência bancária. Entretanto, não houve diálogo. A entidade também cobra o
cumprimento da Lei 17.684, em vigor no Recife, que obriga os bancos a
instalarem vidros blindados, porta com detectores de metais e câmeras de
segurança. A legislação pode servir de modelo para demais cidades
pernambucanas.

“A responsabilidade
pela elevação no número de investidas violentas contra as agências é tanto do
governo quanto dos bancos. Ambos estão sendo negligentes com a segurança da
população, dos clientes e dos bancários”, critica o secretário de Assuntos
Jurídicos do Sindicato, João Rufino, que é o representante do Nordeste no Coletivo
Nacional de Segurança Bancária da Confederação Nacional dos Trabalhadores do
Ramo Financeiro (Contraf).

É dever dos bancos,
previsto pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e pelo Código de Defesa
do Consumidor, a garantia dos atendimentos psicológico e físico aos bancários,
vigilantes e clientes sequelados por violência dessa natureza.

De acordo com João Rufino, 15
bancários pediram afastamento dos cargos, após adoecerem por causa desse tipo
de crime. “Os trabalhadores vivem hoje uma rotina de medo frente à violência,
seja ela física ou psicológica”, afirma.

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