Caixa prevê corte de 10 mil empregados com plano de demissão voluntária


A imprensa noticiou nesta quarta-feira(4), que a Caixa Econômica Federal fechou sua proposta para o Programa de Demissão Voluntária (PDV), que deverá ser aberto aos funcionários no fim deste mês e com adesão até o começo de fevereiro. A presidência do banco prevê desligar 10 mil empregados, quase 10% do total desse contingente.

O lançamento do plano dependeria ainda do aval do Ministério do Planejamento, esperado para a semana que vem. A Caixa não quis comentar o assunto, mas o PDV já é discutido entre os empregados do banco.

Para Maria Rita Serrano, diretora do Sindicato dos Bancários do ABC e da Contraf-CUT e atualmente candidata a representante dos empregados no Conselho de Administração do banco pela Chapa 1, o PDV representa precarização e desmonte da instituição pública. “ Significa menos empregados, piores condições de trabalho e aumento da pressão sobre todos, principalmente os gestores. É urgente a necessidade de fortalecimento da luta por contratações e contra o desmonte do banco”, aponta Rita, que também é coordenadora do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas.

A previsão é que o corte do quadro funcional gere uma economia de até R$ 1,5 bilhão por ano, a partir de 2018. Para incentivar a adesão, a Caixa deve pagar 10 salários extras e garantir o plano de saúde por um tempo que ainda está em discussão.

O presidência da Caixa, colocou como principal desafio do banco para 2017 a redução de despesas e o aumento da geração de receita, que são critérios que atendem aos interesses do setor privado. “Porém, é necessário considerar o papel social desempenhado pela Caixa enquanto banco 100% público”, adverte a presidenta do Sindicato dos Bancários de Pernambuco, Suzineide Rodrigues.

Além dos serviços bancários, os cidadãos buscam na Caixa o acesso a benefícios e direitos como FGTS, PIS e Bolsa- Família, além dos financiamentos habitacionais de baixa renda.

Apesar de lucrar R$ 3,4 bilhões até o terceiro trimestre de 2016, a Caixa cortou o número de funcionários de 100,3 mil para 97 mil. Para 2017, o banco também estuda fechar cem agências supostamente deficitárias.

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