Agenda de resistência contra reestruturação inclui atos em mais de 30 agências

Diante
da ofensiva privatizante do governo golpista Michel Temer aos bancos
públicos, o Sindicato dos Bancários de Pernambuco ampliará as
atividades da campanha “Se é público, é para todos” neste ano
de 2017. Na próxima semana, estão previstas visitas a mais de 30
agências do Banco do Brasil (BB), da Caixa Econômica Federal e do
Banco do Nordeste do Brasil (BNB), na Região Metropolitana do Recife
(RMR).

No
próximo dia 12, haverá um grande ato em frente à agência Conde da
Boa Vista da Caixa, para celebrar, com muito debate, os 156 anos do
único banco 100% público do país.

Trata-se
de um trabalho contínuo de conscientização e mobilização dos
bancários e da população. “As chamadas reestruturações
representam, na verdade, o desmonte dos bancos públicos e a
preparação para privatizá-los. Estamos promovendo um grande
debate, nas unidades de trabalho bancário sobre a importância dos
bancos públicos para o povo e para seus empregados”, afirma a
presidenta do Sindicato, Suzineide Rodrigues.

A
entidade preparou materiais informativos sobre as consequências
nefastas das “reestruturações” para o quadro funcional
dos bancos e para a sociedade brasileira. A ideia é que os próprios
bancários abordem os usuários, ampliando o debate em defesa da
empresa estatal.

“Delegados
sindicais deram a sugestão de produzirmos material para os próprios
bancários entregarem aos usuários de bancos como forma de
fortalecer a participação nessa luta. É hora de os bancários e a
população unirem-se ao Sindicato em defesa dos bancos públicos”,
reforça a presidenta.

Além
da entrega do comunicado aos bancários e da carta à população,
haverá apresentação de esquete teatral sobre o tema.

De
acordo com a secretária-Geral do Sindicato, Sandra Trajano, o
Sindicato está acompanhando de perto o processo de “reestruturação”
do BB, por meio do qual mais 9,4 mil bancários aposentaram-se sem
previsão de reposição de pessoal nas vagas geradas.

“Os
bancários devem denunciar ao Sindicato as irregularidades cometidas
pelo banco nesse processo de reestruturação”, afirma. Na semana
passada, diretores do Sindicato visitaram as agências que serão
fechadas em Pernambuco em decorrência da “reestruturação”.

Sandra
avalia que o processo na Caixa tem um caráter ainda mais nefasto do
que o do BB, que realizou um plano de aposentadoria incentivada. “A
Caixa não confirma oficialmente, mas a proposta, amplamente
divulgada na grande mídia e nas redes sociais, é que o banco quer
desligar 10 mil empregados por meio de um Plano de Demissão
Voluntária (PDV). Esses trabalhadores representam cerca 10% do, já
insuficiente, pessoal da Caixa. E, a depender das condições do
plano, os empregados se sentirão obrigados a aderir ao plano”,
destaca a secretária-Geral.

Os
prejuízos são enormes tanto para os trabalhadores que serão
compelidos a aderir ao PDV quanto para aqueles que permanecerão com
uma demanda de trabalho ainda maior e para população que receberá
um atendimento ainda mais precarizado.

A
falta de transparência e de diálogo das diretorias do BB e da Caixa
chama atenção pela postura antidemocrática e desrespeitosa com os
trabalhadores. A categoria bancária tem recebido as informações
sobre as mudanças que lhe afetam diretamente pela grande imprensa.
Os representantes dos bancos se negam a dialogar com os representes
dos trabalhadores. 

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