Ato cobra posição respeitosa do Bradesco com funcionários vítimas de violência

Mesmo com forte pressão por parte da direção do Bradesco, o Sindicato
dos Bancários de Pernambuco paralisou o funcionamento da agência Conde da Boa
Vista nesta sexta-feira (5), até o meio-dia, em protesto contra a postura
desrespeitosa do banco, que exigiu que os funcionários continuassem trabalhando
após tentativa de assalto com reféns.

 A entidade cobra ainda o cumprimento da Lei Municipal de Segurança
Bancária  (17.647/2010)  já que o banco 

não  instalou vidro blindado.  Durante o protesto, o Sindicato cobrou que a
Prefeitura do Recife fiscalize o cumprimento da referida legislação e que o
Governo de Pernambuco invista na segurança pública.

 A investida criminosa ocorreu ontem (4), levando os funcionários a um
estado de pânico e estresse. Apesar de terem recebido atendimento psicológico,
o Sindicato avalia que os bancários não estavam em condições de permanecer na
agência. 

 “É um absurdo a postura do Bradesco, porque os funcionários estão
em uma condição de estresse pós-traumático muito grande. A gente não pode ter o
entendimento de que o banco se preocupa com a saúde dos funcionários quando a
gente está vendo até mesmo um aparato da Polícia Militar na agência para
pressionar a entrada dos funcionários”, afirma o secretário de Assuntos
Jurídicos do Sindicato, João Rufino.

 A Central Única dos Trabalhadores em Pernambuco (CUT-PE), Nova Central
Sindical, Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Pernambuco (Sintepe),
Sindicato dos Vigilantes e Sindicato dos Metalúrgicos prestaram solidariedade
aos bancários e participaram do ato. “O Bradesco não se preocupa com a
segurança nem dos seus funcionários nem dos seus clientes. Isso é um processo
agressivo de, inclusive, assediar os trabalhadores ao obrigar que eles cumpram
a jornada sem oferecer as condições de trabalho”, avalia o presidente da
CUT-PE, Carlos Veras.

 Balanço

 Nesta sexta-feira (5), mais um agência dos Correios  foi explodida no município de Palmerinha  e uma agência da Caixa, no bairro do
Espinheiro, no Recife. Com essas ação, sobe para 64  o total de investidas bancárias violentas no
Estado em 2017. 

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