
Os
funcionários da Alfa Financeira aprovaram, por unanimidade, a
renovação da cláusula de ponto eletrônico, que terá validade por
um ano. A validação em Assembleia Geral Extraordinária garante que
o Sindicato dos Bancários de Pernambuco atue como agente
fiscalizador dos direitos dos financiários.
A
votação aconteceu nesta quinta-feira (22), na sede da empresa
localizada na Avenida Agamenon Magalhães, no Recife. Cerca de 30
financiários referendaram o controle eletrônico da jornada de
trabalho.
A
secretária do Ramo Financeiro do Sindicato, Andreza Camila,
esclareceu a importância da realização da assembleia para a
categoria. “Com a validação, se os funcionários da Alfa
precisarem recorrer à Justiça, o Sindicato poderá solicitar o
registro de ponto dos últimos cinco anos. Assim, a entidade exerce o
papel de fiscalizador junto ao Ministério Público do Trabalho”,
garante.
Na
oportunidade, os dirigentes sindicais debateram com os financiários
sobre os impactos negativos das reformas trabalhista e previdenciária
para os trabalhadores. “Mais de 120 pontos previstos na reforma
trabalhista são contra os direitos dos trabalhadores. Querem acabar
com a Justiça do Trabalho”, disse o diretor do Sindicato,
Cléber Rocha.
Entre
os pontos prejudiciais, destacam-se: a criação do trabalho
intermitente, com pagamento por hora tendo como base o salário
mínimo; a assinatura anual de um documento na qual o trabalhador
afirma que não tem nenhum direito a reclamar; e a criação de uma
comissão de negociação para empresas com mais de 200 funcionários,
que enfraquece a categoria e os sindicatos.

Para
Elisabete Paes, funcionária da Alfa e associada ao Sindicato, a
filiação dos financiários à entidade é fundamental frente à
atual conjuntura política do país. “O Sindicato nos representa
nas negociações, mas precisamos estar sempre participando para
garantir os nossos direitos. Além disso, recebo assistência
jurídica, do setor de Saúde e sou beneficiada com os convênios
oferecidos”, avalia.
Todos
os funcionários da Alfa foram convocados a aderir à Greve Geral no
dia 30 de junho. “No próximo dia 27, vamos realizar uma
assembleia no Sindicato para deliberar sobre a participação na
agenda. A Lei da Terceirização já foi aprovada e precisamos
reverter essa situação, além de barrar as reformas propostas pelo
governo”, concluiu a diretora da entidade, Alzira Cavalcanti.