Bancários discutem estratégias de resistência no segundo dia da VI Conferência da Fetrafi/NE

A garantia dos direitos, defesa do emprego e estratégias de resistência foram os eixos centrais das discussões no segundo dia da VI Conferência Regional da Federação dos Trabalhadores no Ramo Financeiro (Fetrafi/NE), realizada em Recife, capital pernambucana. A agenda segue até este domingo (16).
A primeira parte da programação contou com uma extensa análise das atuais conjunturas política, social e econômica no Brasil, feita por representantes da Confederação dos Trabalhadores no Ramo Financeiro (Contraf-CUT), do Comando Nacional dos Bancários e de diversos sindicatos do Nordeste.
Na avaliação da presidenta do Sindicato dos Bancários de Pernambuco, Suzineide Rodrigues, a categoria precisa de uma agenda de debates ideológicos para enfrentar a atual conjuntura política no país. “Precisamos, mais do que nunca, unificar a nossas forças. Não vamos dar espaço para que esse presidente ilegítimo e incompetente continue sepultando os direitos da classe trabalhadora. Vamos às ruas provar que somos incansáveis na busca por justiça”, declarou.
Para o secretário-Geral da Contraf-CUT, Carlos Souza, resistir é palavra de ordem. “Este é um momento para consolidarmos a nossa resistência. O que está jogo não é apenas a garantia de empregos, e sim a garantia da democracia brasileira!”.
Os impactos da tecnologia também estiveram em pauta. Na palestra proferida pela assessora do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), Cátia Uehara, os conferencistas ouviram sobre os riscos aos quais a categoria bancária está exposta.
“Há uma redução sistemática de postos de trabalho. Para se ter ideia, de 2013 a 2017 foram reduzidos 45 mil postos. Isso é ainda mais grave do que as próprias demissões, porque significa uma vaga a menos, que não vai ser substituída por outra pessoa. Além disso, o banco digital vem tomando uma proporção absurda, hoje em dia, por exemplo, a cada 100 transações bancárias, 57 são feitas pelo celular. São grandes as ameças aos bancários”, informou.
A assessora relacionou as (des)reformas impostas por Temer com a influência do poder econômico. “Temos a reforma trabalhista que não vem de forma isolada, porque ela vem casada perfeitamente com a reestruturação dos bancos. Não à toa, o setor financeiro participou ativamente das articulações da reforma. Se observarmos, essa era a pauta dos bancos. A reforma trabalhista coloca o contrato individual de trabalho acima da lei”, analisa Uehara.  
Após a palestra da assessora do DIEESE, os participantes se dividiram em  três grupos para discutir os seguintes temas: 1. Emprego; 2. Saúde do Trabalhador, Segurança Bancária e Condições de Trabalho; 3. Novas Tecnologias e Banco do Futuro.
A diretora da Fefrafi/NE, Tereza Souza, comenta o conteúdo discutido. “Temos urgência em desenvolver estratégias de defesa dos nossos empregos e dos direitos da classe trabalhadora. Os grupos de trabalho trouxeram debates de alto nível sobre o presente e o futuro da categoria. As mudanças que ocorrem em ritimo frenético nos desafiam a pensar nossa luta de forma sofisticada e proativa. Temos ideia do tamanho de nosso desafio, mas mantemos acesa a chama da esperança”, afirmou.  
Neste domingo (16), ocorre o último dia da Conferência. Confira a programação:
16/07 
09h: Plenária Final
12h: Encerramento com almoço

Expediente:
Presidente: Fabiano Moura • Secretária de Comunicação: Diana Ribeiro  Jornalista Responsável: Beatriz Albuquerque  • Redação: Beatriz Albuquerque e Brunno Porto • Produção de audiovisual: Kevin Miguel •  Designer: Bruno Lombardi