
O Banco Central (BC) tirou de
circulação 27.997 cédulas manchadas com tinta rosa. A tinta é
usada pelos bancos em dispositivos antifurto, para manchar notas de
dinheiro em caso de arrombamento ou explosão de caixas eletrônicos.
Foram recolhidas 2.972 notas em maio; 22 mil em junho; e 2.947 em
julho. Em junho, o BC editou normas que tornaram inválidas as
cédulas manchadas de rosa por dispositivos antifurto.
A
orientação do BC é para que as pessoas recusem o dinheiro manchado
de rosa. Mas, se alguém, inadvertidamente, receber uma nota
manchada, deve procurar qualquer agência bancária para entregar o
dinheiro e informar os dados pessoais.
As notas entregues nos
bancos são repassadas para o BC, que analisa se o dinheiro foi
marcado por dispositivos antifurto. Após esse exame, o banco deve
informar ao cliente, no prazo máximo de três dias úteis, que a
cédula foi reconhecida como produto de ação criminosa e não
haverá reembolso.
No caso de não ser possível determinar
que a cédula tenha sido danificada por dispositivo antifurto, o
cidadão é ressarcido. Nos casos em que o cliente saca o dinheiro
marcado em caixas eletrônicos, o banco é obrigado a providenciar a
troca das cédulas.
As cédulas comprovadamente danificadas
por dispositivos antifurto ficam guardadas no Banco Central, à
disposição das autoridades competentes, para a adoção das medidas
legais. Na página do BC na internet é possível acompanhar o
trâmite de análise das cédulas manchadas.