Para defender os interesses dos
trabalhadores de todo o país e cobrar os parlamentares, a Central
Única dos Trabalhadores (CUT) realizará, no próximo dia 10, uma
ocupação pacífica do Congresso Nacional. O objetivo da Central,
juntamente com seus sindicatos filiados e o movimento social, é
cobrar do governo mais agilidade em relação à pauta trabalhista. A
programação faz parte das atividades iniciadas no dia 6 de julho
com o Dia Nacional de Mobilização.
A ocupação acontecerá
nos três poderes para pressionar deputados e senadores e dialogar
com o Judiciário e a sociedade sobre os temas de interesse da classe
trabalhadora. Fazem parte da programação uma audiência pública
com a presidente Dilma Rousseff e outra com o ministro do Tribunal
Superior do Trabalho (TST), João Oreste Dalazen, onde será tratada
especialmente a necessidade de se garantir na legislação brasileira
a negociação coletiva.
O ponto de encontro dos cutistas e
movimentos sociais, montado em um dos gramados da Esplanada, simulará
o desenho interno da Câmara dos Deputados para que os participantes
possam fazer intervenções de lideranças na tribuna. O presidente
da Câmara, Marco Maia, deve comparecer ao espaço para receber a
pauta de reivindicações.
Permanecem na pauta os três eixos
definidos pela CUT na mobilização do dia 6 de julho:
1)
trabalho e sindicalismo (ganhos reais e cláusulas sociais nas
campanhas salariais do segundo semestre; redução da jornada para 40
horas semanais sem diminuição de salário; liberdade e autonomia
sindical; fim do imposto sindical; combate às práticas
antissindicais; fim do fator previdenciário; e combate à
precarização e à terceirização);
2) alimentação
(reforma agrária, PEC do Trabalho Escravo; luta contra os
agrotóxicos; e contra o modelo agrário atual), e
3)
educação (aprovação do Plano Nacional de Educação em 2011;
valorização dos profissionais; e educação no campo).