Sindicato cobra explicações sobre fechamento de agências do Itaú no Interior



O Sindicato dos Bancários de Pernambuco realizou, nesta terça-feira (11) na sede da entidade, uma reunião com o representante de Relações Sindicais do Itaú, Marcos Aurélio. O objetivo do encontro foi discutir problemas apontados pelos funcionários lotados em agências sediadas no Estado.

Entre as demandas levadas pelos diretores ao banco, um dos pontos mais preocupantes é o impacto do fechamento de três agências do Interior, localizadas nos municípios de Pesqueira, Serra Talhada e Gravatá. “Os funcionários estão apreensivos, porque a migração das contas para Arcoverde, por exemplo, implica em um deslocamento de mais de 200 quilômetros”, afirma o diretor Flávio Coelho.

O representante do banco se comprometeu em analisar os números que envolvem o fechamento das agências para dar uma resposta sobre a questão. “A retirada do Itaú de algumas regiões é uma estratégia de negócio”, explica Marcos Aurélio. Durante a reunião, ele também ressaltou que “o processo digital é inevitável e não se acaba”. Neste ponto, os dirigentes se mostraram receosos com relação aos problemas gerados por um relacionamento essencialmente digital, que exclui o contato presencial com os clientes. Além disso, as condições de trabalho nas plataformas digitais do Itaú foram debatidas a fim de garantir a saúde do trabalhador.
O secretário de Assuntos Jurídicos do Sindicato, João Rufino, denunciou a extensão da jornada de trabalho dos bancários. “A necessidade de realizar hora extra não é imprevisível para o banco, pois se sabe o dimensionamento das unidades e o volume das demandas”, criticou. Segundo Marco Aurélio, a orientação é que sejam feitas até 2 horas extras no dia, mas não diariamente.
O representante do banco garantiu que sobre as reclamações de funcionários permanecerem realizando tarefas após o ponto batido, as medidas cabíveis serão tomadas. “O dimensionamento da agência é feito pela média de demanda. Então, nos dias de pico precisamos que os funcionários realizem hora extra. Mas, isso deve ser acordado entre os gestores e os funcionários”, disse Marcos Aurélio.

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